fev 09

Crisma

Crisma

A. ASPECTOS TEOLÓGICOS
59. Os profetas anunciaram que o Espírito do Senhor repousaria sobre o Messias (cf. Is 11,2). No Novo Testamento, toda a vida de Jesus se realiza em comunhão total com o mesmo Espírito (Jo 3,34), em vista de sua missão salvífica (Lc 4,16-22; Is 61,1). A manifestação do Espírito Santo no batismo de Jesus foi sinal de sua messianidade e filiação divina (Mt 3,13-17; Jo 1,33-34).
60. O Senhor prometeu, várias vezes, enviar aos seus a efusão do Espírito Santo (Lc 12,12; Jo 3,5-8; 7, 37-39; 16,7-15; At 1,8). Ele cumpriu esta promessa na ressurreição (Jo 20,22) e, de modo admirável, no dia de Pentecostes (At 2,1-4). Os que acolheram a palavra e foram batizados receberam o dom do Espírito Santo (At 2,38).
61. “Desde então, os apóstolos, para cumprir a vontade de Cristo, comunicaram aos neófitos, pela imposição das mãos, o dom do Espírito Santo, que leva a graça do batismo à sua consumação (At 8,15-17; 19,5-6). (…) A imposição das mãos é com razão reconhecida pela tradição católica como a origem do sacramento da confirmação que perpetua, de certo modo, na Igreja, a graça de Pentecostes” (Paulo VI, Constituição Apostólica Divinae Consortium Naturae).
62. À imposição das mãos, a Igreja uniu a unção com o óleo, crisma. Esta unção completa a iniciação cristã, solidifica a graça batismal e é sinal de uma participação mais intensa na missão de Jesus e na plenitude do Espírito Santo. Pela confirmação, o Espírito Santo, presente no coração do batizado, é assumido como força para a missão de ser luz que faz resplandecer o próprio Cristo.
63. A confirmação imprime na alma o caráter, marca espiritual indelével que aperfeiçoa o sacerdócio comum dos fiéis, recebido no batismo, e confere a missão de testemunhar publicamente a fé. “Pelo sacramento da confirmação, os batizados são vinculados mais perfeitamente à Igreja, enriquecidos de especial força do Espírito Santo, e assim mais estritamente obrigados à fé que, como verdadeiras testemunhas de Cristo, devem difundir e defender tanto por palavras como por obras” (LG 11; cf. cân. 879; AA 3). Assim como o Espírito Santo, derramado em Pentecostes, consolidou a vocação missionária da Igreja, a força do mesmo Espírito, conferida na confirmação, impele o cristão a se tornar missionário, em vista da edificação da Igreja” (cf. 1Cor 14,12).
64. Pela confirmação, sacramento da maturidade cristã, o batizado assume, de forma consciente, sua fé e reafirma o compromisso de se tornar, pelo próprio esforço e pela graça de Deus, uma “nova criatura” (Gl 6,15; 2 Cor 5,17).
65. “A confirmação está de tal modo ligada à sagrada eucaristia que os fiéis, já marcados com o sinal do batismo e da confirmação, são inseridos plenamente no corpo de Cristo pela participação na eucaristia” (DCN 9). O crismando é declarado plenamente iniciado e adulto na fé, pronto para a missão e o apostolado, na Igreja e no mundo. 66. Os fiéis têm obrigação de receber a confirmação (cf. cân. 890); sem este sacramento e a eucaristia, o batismo é, sem dúvida, válido e eficaz, mas a iniciação cristã permanece inacabada.

B. ORIENTAÇÕES PASTORAIS
Quem pode receber a confirmação 67. Todo batizado ainda não crismado pode receber o sacramento da confirmação (cf. cân. 889, §1).
68. Exceto em perigo de morte, para que a pessoa possa receber licitamente a confirmação, havendo o uso da razão, é necessário estar convenientemente preparada, devidamente disposta e em condições de renovar as promessas do batismo (cf. cân. 889, §2).
69. Como regra geral, a idade mínima para receber o sacramento da confirmação é de 14 anos. A critério do pároco e com o consentimento prévio do bispo diocesano, também poderão ser confirmadas pessoas mais jovens.
70. Um candidato à confirmação deve professar a fé, estar em estado de graça, ter a intenção de receber este sacramento e estar preparado para ser discípulo e testemunha de Cristo, na comunidade eclesial e nas ocupações temporais (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1319).
71. O confirmando deve confessar-se individualmente antes de receber a confirmação. Aconselha-se aos pais e padrinhos participarem igualmente do sacramento da reconciliação, para que possam vivenciar plenamente os frutos deste sacramento.

O ministro da confirmação
72. O ministro ordinário da confirmação é o bispo (cf. cân. 882, LG 26 e Rito da Confirmação). A administração pelo bispo assinala que este sacramento une os que o recebem mais intimamente à Igreja, às suas origens apostólicas e à sua missão de testemunhar Jesus Cristo.
73. Somente por motivos graves, o bispo pode conceder a presbíteros a faculdade de administrar a confirmação (cân. 884, §2).
74. Em perigo de morte, todo presbítero pode dar a confirmação a um cristão (cân. 883, §3).

O padrinho (madrinha)
75. Não seja pai ou mãe do crismando (cf. cân. 893 e 874, §1, 5o).
76. Seja católico, confirmado, tenha recebido o santíssimo sacramento da eucaristia e oriente sua vida de acordo com a fé e o encargo que vai assumir (cân. 874, §1, 3o.).
77. É aconselhável que seja o mesmo do batismo, para manifestar a estreita ligação deste sacramento com a confirmação (cân. 893, §2).
78. Tenha dezesseis anos completos, a não ser que outra idade seja determinada pelo bispo diocesano (cân. 874, §1,2o).
79. Por motivos pastorais, é desaconselhável escolher como padrinhos o esposo(a), o namorado(a), noivo(a), pois a relação entre padrinho e afilhado exige orientação, cobrança e uma certa ascendência.
80. Uma pessoa de outra religião, cristã ou não, pode ser admitida como testemunha da confirmação ao lado de um padrinho católico.

Preparação dos candidatos à confirmação
81. Após a primeira eucaristia, o pré-adolescente e o adolescente deverão participar de encontros de perseverança e de atividades paroquiais específicas para sua idade, e assim dar continuidade ao seu processo de formação na fé.
82. Compete ao pároco, aos catequistas e ao Conselho de Pastoral Paroquial criar espaços de acolhimento aos adolescentes, motivar a formação de novos grupos de partilha da palavra e convivência, e propor atividades próprias para essa faixa etária.
83. A constituição de um novo grupo de crismandos seja feita com antecedência, aproveitando a ocasião para uma catequese comunitária que mostre aos fiéis o sentido, a grandeza e a necessidade deste sacramento, assim como seu valor para a vida cristã e apostólica da Igreja.

A equipe responsável
84. Haja uma equipe responsável pela preparação, constituída de jovens já crismados, de casais e do padre, devendo este, de preferência, ser o coordenador da equipe.
85. Sejam oferecidos aos padrinhos e aos pais dos crismandos não apenas a oportunidade de acompanhar a formação dos crismandos, mas também encontros e palestras sobre temas bíblicos, morais, doutrinários e litúrgicos.

Objetivos
86. A preparação terá como objetivos:
I. incentivar e aprofundar a opção por Cristo, caminho, verdade e vida;
II. despertar para a beleza da vocação cristã do ser humano diante dos desafios do mundo em que vivemos;
III. despertar para uma espiritualidade voltada para a abertura e a docilidade aos dons do Espírito Santo;
IV. ajudar a descobrir o que dizem os ritos da confirmação;
V. formar para o engajamento na comunidade e o testemunho cristão na sociedade;
VI. apresentar o querigma fundamental da fé, para levá-los a um profundo encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo na Igreja e, na medida do possível, ao empenho missionário. Para formá-los na fé, tome-se prioritariamente o roteiro doutrinário do Catecismo da Igreja Católica.
87. A preparação para o sacramento da Confirmação deve contemplar o estudo de aspectos da vocação humana e cristã, o conhecimento mais profundo de Jesus Cristo, da Igreja e sua missão, dos sacramentos, sobretudo do Batismo e da Crisma, e do papel do cristão crismando na comunidade.
88. A formação será acompanhada de formas concretas de ação apostólica. O pároco, os coordenadores e lideranças da comunidade não tenham receio de atribuir tarefas aos jovens, pois, desse modo, eles aprenderão a conhecer a comunidade, ser sensíveis à sua realidade e aos seus problemas, e descobrir seus valores para uma caminhada comum.
89. Quanto ao conteúdo e aos métodos de preparação, recomendamse as publicações da CNBB: Orientações para catequese da crisma (1991) e Fortalecidos no Espírito (1998).

Tempo de preparação
90. A preparação tenha a duração de pelo menos um ano, com encontros de evangelização e formação na fé, bem como a participação nas celebrações da comunidade.

Local e dia da confirmação
91. Recomenda-se que o sacramento da confirmação seja celebrado na igreja e dentro da missa; por causa justa e razoável, pode ser celebrado fora da missa e em outro lugar digno (cf. cân. 881).
92. Se a celebração não for realizada na paróquia de residência, é recomendável comunicar ao pároco territorial.

A celebração da confirmação
93. Sejam observados, na celebração da confirmação, o rito próprio e as normas do tempo litúrgico (advento, quaresma, tempo pascal e solenidades). O roteiro da celebração seja submetido à apreciação e aprovação do pároco.
94. No horário estabelecido, os crismandos e seus padrinhos poderão participar da procissão de entrada, com os coroinhas, ministros extraordinários da sagrada comunhão, concelebrantes e o bispo.
95. Na homilia, dentre outros aspectos, o bispo deverá enfatizar a importância da confirmação para a missão dos batizados e o necessário engajamento do crismando na vida da comunidade.
96. A renovação das promessas do batismo lembra a estreita ligação entre os dois sacramentos. Neste momento, aplica-se um dos dois modos no uso das velas:
I. dois crismandos, representando os demais, seguram o círio pascal aceso; ou
II. alguns crismandos acendem as velas no círio pascal e passam aos primeiros de cada banco.
97. Na unção com o óleo do crisma, se o número de crismandos for grande, a pedido do bispo, um presbítero poderá ajudá-lo.

Músicas
98. As músicas ou cantos devem ser litúrgicos, apropriados ao momento.

Trajes
99. Os confirmandos e padrinhos, na celebração da confirmação, apresentem-se com vestes simples, dignas e decentes, respeitando a dignidade do sacramento.

Fotos e filmagens
100. Organizem-se os fotógrafos de modo a não desviarem a atenção da celebração.

Homenagens
101. As homenagens aos catequistas e crismandos, e a entrega de certificados sejam feitos após a missa, de preferência no salão paroquial, a fim de salvaguardar o esplendor do próprio rito e não prolongar demasiadamente a cerimônia. Encenações sejam de acordo com o espírito da celebração.

Registro
102. Os nomes do ministro, dos crismandos, dos pais e padrinhos, bem como o dia e o local em que o sacramento foi realizado sejam registrados em livro próprio na paróquia ou cúria diocesana.

fev 09

Unção dos Enfermos

A. ASPECTOS TEOLÓGICOS

217. “Alguém dentre vós está doente? Mande chamar os presbíteros da Igreja para que orem sobre ele, ungindo-o com o óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o doente e o Senhor o porá de pé; se tiver cometido pecados, estes lhe serão perdoados” (Tg 5,14-15).
218. “O sacramento da unção dos enfermos tem por finalidade conferir uma graça especial ao cristão que está passando pelas dificuldades inerentes ao estado de enfermidade grave ou de velhice” (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1527).
219. “Pela sagrada unção dos enfermos e pela oração dos presbíteros, a Igreja toda entrega os doentes aos cuidados do Senhor sofredor e glorificado, para que os alivie e salve (cf. Tg 5,14-16). Exorta os mesmos a que livremente se associem à paixão e morte de Cristo (cf. Rm 8,17; Cl 1,24; 2Tm 2,11-12; 1Pd 4,13) e contribuam para o bem do povo de Deus” (LG 11b).
220. Este sacramento:
I. traz salvação e alívio na fraqueza física e espiritual;
II. une o doente à paixão de Cristo, para seu bem e de toda a Igreja;
III. confere o perdão dos pecados, se o doente não puder confessar.
221. Os fiéis devem pedir para si e para seus familiares, sem medo nem constrangimento, o conforto do sacramento da unção dos enfermos. Cuidem os pastores e os parentes dos enfermos para que estes sejam confortados em tempo oportuno com este sacramento, para que possam participar conscientemente da sua celebração, evitando quanto possível chamar o padre quando o doente já entrou em coma.

B. ORIENTAÇÕES PASTORAIS

Quem pode receber a unção dos enfermos
222. A unção dos enfermos pode ser administrada a todo batizado que tenha atingido o uso da razão e esteja em perigo de vida ou por motivo de doença grave e velhice (cf. cân. 1004).
223. Crianças gravemente doentes podem recebê-la, desde que tenham atingido o uso da razão e possam encontrar conforto neste sacramento.
224. A pessoas de idade pode ser conferida, quando suas forças se encontram sensivelmente debilitadas, mesmo que não se trate de enfermidade grave.
225. A doentes privados dos sentidos ou do uso da razão pode ser ministrada, quando se pode supor que a pediriam se estivessem em pleno gozo de suas faculdades, sendo reconhecida a suficiência de uma expressão interpretativa da intenção de receber este sacramento por um fiel que levou uma vida cristã exemplar.
226. Na dúvida, se o doente está em uso da razão, se existe perigo de morte ou se já está morto, deve ser administrado o sacramento (cf. cân. 1005).
227. Não se administra a unção dos enfermos quando há certeza da morte: o presbítero encomenda a Deus o falecido, mas não administra o sacramento, que é unção de doentes e não de “defuntos”.
228. Não se pode repetir a administração deste sacramento por devoção ou porque se apresenta a ocasião, como, por exemplo, cada semana, cada mês.
229. O sacramento da unção dos enfermos pode ser repetido em três circunstâncias somente:
I. quando aquele que o recebeu recuperou a saúde e tornou a adoecer com risco de morte;
II. durante a mesma doença, se houver um agravamento (cf. cân. 1004, §2);
III. em caso de doentes crônicos e idosos, é permitido repetir a unção, com freqüência não inferior a seis meses.

Ministro da unção dos enfermos
230. Só os bispos e sacerdotes podem conferir a unção dos enfermos (Tg 5,14-15). O diácono não pode administrar este sacramento (cf. cân. 1003) e tanto menos um leigo poderá ungir um doente.

231. Em perigo de morte e outra grave necessidade urgente, os presbíteros católicos administram licitamente o sacramento da unção dos enfermos a cristãos que não tenham plena comunhão com a Igreja Católica, quando não puderem procurar um ministro de sua confissão para pedi-lo espontaneamente, manifestem fé católica a respeito deste sacramento e estejam devidamente dispostos (cf. cân. 844, §3).

A celebração do sacramento
232. Normalmente, a unção é precedida por uma breve celebração da palavra. O núcleo do rito sacramental é a unção na fronte e nas mãos do doente, acompanhada da oração: Por esta santa unção e pela sua infinita misericórdia, o Senhor venha em teu auxilio com a graça do Espírito Santo, para que, liberto dos teus pecados, Ele te salve e, na sua bondade, alivie os teus sofrimentos.
233. O óleo usado deve ser bento pelo bispo: I. em caso de necessidade, o presbítero que administra o sacramento pode benzer o óleo, mas isto só no ato da celebração do sacramento (cf. cân. 999); II. o óleo bento deve ser usado exclusivamente na celebração do sacramento da unção dos doentes;

III. ninguém deve ungir doentes por mera devoção.
234. A unção dos enfermos pode ser celebrada dentro da missa, com a permissão do bispo local, e dentro ou fora da missa em grande concentração de fiéis, como acontece em celebrações para enfermos ou em lugares de peregrinação.
235. Para a administração comunitária do sacramento (cân. 1002) a um grande número de enfermos, em peregrinações, reunião de fiéis enfermos em hospitais ou asilos, paróquias ou associações de enfermos, haja uma adequada preparação e reta disposição dos enfermos que não estão necessariamente acamados.

Pastoral da saúde
236. Para cumprir diligentemente seu oficio de pastor, o pároco se esforce para conhecer os fiéis entregues aos seus cuidados. Ajude com exuberante caridade os pobres, os doentes, sobretudo os moribundos, confortando-os solicitamente com os sacramentos e recomendando suas almas a Deus (cf. cân. 529, §1).
237. Procurem os párocos organizar a pastoral da saúde para um zeloso atendimento aos doentes e idosos por meio de agentes idôneos, que possam assumir um trabalho pastoral sistemático e contínuo dos enfermos, nas casas, asilos e hospitais.
238. Os fiéis comuniquem ao pároco a existência de doentes e de pessoas idosas (parentes, amigos ou vizinhos), nos hospitais e nas casas, para que sejam assistidos e confortados religiosamente.
239. A pastoral da saúde é chamada a atuar em três dimensões (CNBB):
I. Dimensão solidária, na linha sacramental, pela qual os agentes se preocupam com as visitas domiciliares e hospitalares, acompanhando os doentes para que recebam os sacramentos da confissão, comunhão e unção dos enfermos.
II. Dimensão comunitária, na linha da prevenção de doenças e da promoção humana.
III. Dimensão político-institucional, na linha das pastorais sociais, pela qual os agentes são convocados a atuar nos conselhos gestores da saúde (UBSs, coordenadorias, hospitais, autarquias, conselhos municipais, estadual e nacional).
240. A pastoral da saúde esteja atenta às atividades propostas pela CNBB:
I. Dia Mundial dos Enfermos (11 de fevereiro)
II. Dia Mundial da Saúde (7 de abril)
III. Dia Nacional da Saúde (5 de agosto)
IV. Outras datas e comemorações ligadas aos agentes de saúde

fev 09

Matrimonio

O Catecismo da Igreja Católica, no nº 1534, nos ensina que o Matrimônio é um dos Sacramentos de Serviço e de Comunhão da Igreja. Isto porque, tendo os noivos já sido iniciados na fé Cristã e na vida da Igreja pelos Sacramentos do Batismo, Crisma e Eucaristia, agora, são enriquecidos com uma consagração específica para se tornarem um sinal do amor de Cristo e da Igreja.

O Matrimônio no Antigo Testamento

Duas importantes ideias aparecem no Antigo Testamento para se compreender o projeto de Deus sobre o Matrimonio e a sua elevação à Sacramento. A primeira, presente nos relatos da criação, é que Deus é o autor da aliança matrimonial, pois criou homem e mulher capazes de amar e de viver unidos (cf. Gn 2,24), dotando-os com uma bênção própria (cf. Gn 1,28). A segunda, presente na mensagem dos profetas Oséias, Jeremias, Ezequiel e Isaías, é aquela na qual a relação entre Deus e o povo de Israel é simbolizada pela relação entre esposo e esposa (cf. Os 2,4-25).

O Matrimonio no Novo Testamento

Os Evangelhos de Mateus e de Marcos apresentam Jesus tratando do Matrimônio quando os fariseus perguntam sobre a legitimidade do divórcio. Nestas passagens, Mt 19,2-9 e Mc 10,1-12, Jesus supera o pensamento de sua época e oferece sua compreensão sobre a unidade e a indissolubilidade matrimonial em conformidade com o plano de seu Pai.

A teologia paulina, presente em ICor 7 e Ef 5,21-33, revela o sentido sacramental do Matrimônio. Segundo São Paulo, ele é um “mistério”, no sentido que introduz os noivos batizados na participação da aliança de amor de Cristo com a Igreja e dela com Cristo. Esta aliança encontra sua visibilidade maior na entrega que o Senhor fez de sua vida na Cruz. Desta forma, os noivos participam do Mistério Pascal de Cristo amando e servindo um ao outro.

O Novo Testamento, ainda, apresenta, aprofundando a teologia profética vétero-testamentário, Jesus como o noivo que veio desposar sua Igreja (Mt 9,15; Mc 2,10-20; Lc 5,34-35; Jo 3,9). Este noivado-aliança ocorre na cruz e vai ser celebrado solenemente no fim dos tempos, nas núpcias do Cordeiro (Ap 19,7-9).

A Celebração do Sacramento

Diante do que a Sagrada Escritura propõe sobre o Matrimonio, a Igreja vai formular a celebração deste Sacramento. Destacamos alguns elementos importantes presente no rito: a leitura da Sagrada Escritura, fonte na qual os noivos descobrem as riquezas da vida matrimonial e familiar; o consentimento, onde os noivos, verdadeiros ministros deste Sacramento, se entregam no amor e na fidelidade; a bênção nupcial, onde o sacerdote, testemunha qualificada, faz memória do desígnio salvífico de Deus para o Matrimônio e intercede pelos noivos pedindo sobre eles a graça do Espírito Santo.

Para que um Matrimônio seja celebrado validamente se requer que um dos noivos seja católico e que a celebração seja assistida por uma testemunha qualificada (ministro ordenado) e duas outras testemunhas (comumente chamadas de padrinhos). Além disto, deve ser pronunciado o consentimento matrimonial de forma livre, manifestando o desejo de viver a fidelidade, a indissolubilidade e a abertura à fecundidade.

A Família
Segundo o CIC, no nº 2202, “um homem e uma mulher unidos em casamento formam com seus filhos uma família”. Esta é chamada de “Igreja doméstica”, pois pretende ser uma comunidade de esperança, de fé e de amor. Possui como modelo a própria vida de amor da Trindade e, por isso, deve procurar uma espiritualidade familiar, sustentada pela oração, pela leitura da Escritura Sagrada, pela partilha dos bens espirituais e materiais e pela atividade evangelizadora.
Dentro desta comunidade familiar, todos os seus membros possuem deveres e responsabilidades. O Catecismo lembra, em especial, dois deveres dos pais em relação aos filhos: a educação humana e cristã e o sustento das necessidades espirituais e matérias. Ele lembra também dois principais deveres dos filhos para com os pais: a obediência e o respeito aos pais e a responsabilidade que os filhos adultos têm com seus pais idosos.

Para aprofundar…
Para saber mais sobre o assunto, conferir os parágrafos 1601–1666 e 2201– 2333 do CIC; o Compêndio do Catecismo, perguntas 337–350 e 456–465; o Youcat, perguntas 260–271 e 368– 374; a Sacrosanctum Concilium, nº 77 e 78; e, a Gaudium et Spes, do nº 47 ao 52.

fev 09

Ordem

Ordem

A. ASPECTOS TEOLÓGICOS
242. São Paulo diz a seu discípulo Timóteo: “Eu te exorto a reavivar o dom de Deus que há em ti pela imposição das minhas mãos” (2Tm 1,6), e “se alguém aspira ao episcopado, boa obra deseja” (1Tm 3,1). A Tito diz ele: “Eu te deixei em Creta para cuidares da organização e ao mesmo tempo para que constituas presbíteros em cada cidade, cada qual devendo ser como te prescrevi” (Tt 1,5).
243. O sacerdócio ministerial difere essencialmente do sacerdócio comum dos fiéis porque confere um poder sagrado para o serviço junto ao povo de Deus, através do ensinamento (munus docendi), do culto divino (munus liturgicum) e do governo pastoral (munus regendi). (cf. Catecismo da Igreja Católica, nº. 1592).
244. Desde as origens, o ministério ordenado foi conferido e exercido em três graus: o do bispo, o dos presbíteros e o dos diáconos. Os ministérios conferidos pela ordenação são insubstituíveis na estrutura orgânica da Igreja.
245. “Sem o bispo, os presbíteros e os diáconos, não se pode falar de Igreja” (Catecismo da Igreja Católica, nº. 1593).

B. ORIENTAÇÕES PASTORAIS
246. Rezar pelas vocações; divulgar e apoiar mais amplamente novas vocações.
247. Proporcionar condições aos jovens pobres que querem ser padres.

Ordem
248. Incentivar as paróquias, comunidades e famílias, como lugares específicos para o despertar das vocações.
249. Criar, em cada paróquia ou comunidade, grupos vocacionais.
250. Apoiar a pastoral vocacional e o seminário diocesano, com orações e recursos financeiros.

Provisões
251. O presbítero religioso, para exercer qualquer ministério na diocese, deverá ser indicado pelo superior provincial ou seu delegado e provisionado pelo bispo (cf. cân. 523).
252. O presbítero religioso, antes de tomar posse, deve apresentar-se pessoalmente ao bispo local.
253. Os presbíteros diocesanos e religiosos tomarão posse na cerimônia presidida pelo bispo. Este pode delegar um presbítero para lhe dar posse (cf. cân. 527, §2).
254. Todo presbítero, com provisão ou uso de ordens na diocese, deve seguir as normas pastorais da Igreja Local.

Residência do pároco
255. O pároco tem obrigação de residir “na casa paroquial junto da igreja” (cf. cân. 533, §1). O bispo, por justas causas, pode permitir que resida fora da paróquia.

Ausência da paróquia
256. O pároco, a título de férias, pode ausentar-se da paróquia, no máximo por um mês contínuo ou intermitente. Aquele que se ausentar da paróquia por mais de sete dias deve avisar ao seu bispo, indicar o substituto e o lugar onde poderá ser encontrado (cf. cân. 533, §2).

Presbítero substituto
257. Na ausência de um pároco ou vigário paroquial, se for presbítero diocesano, caberá ao bispo indicar o substituto; se for religioso, ao superior provincial.

Dia de descanso e férias
258. Todo presbítero tem direito a um dia de descanso semanal e trinta dias de férias por ano, não contando o tempo de retiro (cf. cân. 533,2).

Presbítero pregador de retiro, de cursos, encontros etc.
259. O nome de presbíteros, religiosos/as ou leigos de outras dioceses, convidados para pregar retiros, dar cursos, promover encontros, deverá ser aprovado pelo bispo, antes do convite.

Neo-sacerdotes
260. Todo neo-sacerdote diocesano passe um ano ou algum tempo, a juízo do bispo, com outro presbítero para adquirir uma experiência de convivência espiritual, ajuda pastoral e administrativa, num relacionamento fraterno.

Presbítero com até cinco anos de vida ministerial
261. Para maior integração e vivência espiritual dos sacerdotes recém-ordenados e dos que estão nos primeiros anos de vida ministerial, serão promovidos encontros deles com o bispo.

Documento de identificação do presbítero
262. Todos os presbíteros que exercem seu ministério na diocese tenham seu documento de identificação presbiteral. Quando um presbítero vem de fora, para participar de uma celebração eucarística ou administrar um sacramento, apresente esse documento.

Mestrado e doutorado
263. O presbítero diocesano, segundo sua aptidão, poderá apresentar ao bispo o desejo de fazer mestrado ou doutorado, cabendo ao bispo, ouvido o conselho episcopal, discernir sobre as reais necessidades do momento e qual será a especialização. Ao retornar, coloque-se o presbítero à disposição da diocese, na área de sua especialização.

Ordem
Dia da instituição do sacerdócio

264. Todo presbítero na diocese deve participar da missa do santo crisma, para manifestar a comunhão do presbitério. No caso de ausência, deverá justificá-la por escrito ao bispo (Diretório para o ministério e a vida do presbítero, 1994, n.º 39).

Incardinação
265. Para um presbítero de outra diocese ou congregação religiosa se incardinar na diocese (cf. cân. 267-269), deverá ter experiência por um tempo razoável, a critério do bispo diocesano e ouvido o conselho de presbíteros, sendo diocesano; e de três anos, sendo religioso, obedecendo às seguintes etapas:
I. autorização do ordinário (bispo ou superior religioso) a quo;
II. carta do presbítero ao bispo, manifestando o desejo de trabalhar na diocese e de seguir as diretrizes pastorais e normas diocesanas;
III. carta confidencial do bispo ao ordinário a que, pedindo informações;
IV. acordo assinado entre o bispo e o ordinário a quo de que o sacerdote se comprometerá a observar as normas diocesanas e a regressar à sua diocese ou congregação, se não for aceito.
266. Passado o período, de acordo com o nº. 277, a incardinação não acontecerá ipso facto. Para a incardinação, o presbítero deverá fazer seu pedido por escrito ao ordinário a quo e ao bispo, obedecendo às seguintes etapas:
I. aprovação do bispo com uma entrevista pessoal;
II. aprovação do conselho presbiteral.
267. Sendo aprovado e tendo recebido a excardinação ou Rescrito da Congregação para os Religiosos, seja concedida a incardinação.

Retiro anual dos presbíteros diocesanos
268. Todo presbítero diocesano deverá participar do retiro anual do clero, que é obrigatório. Em caso excepcional, justifique por escrito seu propósito de fazer o retiro em outro lugar, indicando as razões, o tempo de duração e o pregador. O presbítero deve participar integralmente do retiro.
269. Todo presbítero provisionado ou com uso de ordens na diocese está subordinado ao plano de pastoral e às normas de administração da Igreja Local.

fev 09

Eucaristia

Eucaristia
A. ASPECTOS TEOLÓGICOS
103. O sacramento da eucaristia faz parte da iniciação cristã. Pela comunhão eucarística, aqueles que foram salvos em Cristo pelo batismo e a Ele mais profundamente configurados pela confirmação participam com toda a comunidade do sacrifício do Senhor (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1332; PO 5b).
104. Jesus cumpriu sua promessa de instituir a eucaristia (Jo 6,51.54- 56) na última ceia que celebrou com seus discípulos, antes de se oferecer em sacrifício ao Pai, em memória de sua morte e ressurreição, e ordenou aos seus que a celebrassem até a sua volta (Mt 26,17-29; Mc 14, 12-25; Lc 22,7-20; 1 Cor 11,23-27), constituindo os sacerdotes do Novo Testamento (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1337).
105. De fato, “na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão e, depois de dar graças, partiu-o e disse: ‘Isto é o meu corpo, que é para vós; fazei isto em memória de mim’. Do mesmo modo, após a ceia, também tomou o cálice, dizendo: ‘Este cálice é a nova aliança em meu sangue; todas as vezes que dele beberdes, fazei-o em memória de mim’. Todas as vezes, pois, que comeis desse pão e bebeis desse cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha” (1Cor 11,23-26).
106. A eucaristia, ação de graças (Lc 22,19), é também conhecida como ceia do Senhor (1Cor 11,20), fração do pão (At 2,42.46; 20,7.11), assembléia eucarística (1Cor 11,17-34), memorial da paixão e da ressurreição do Senhor (Lc 22,19), santo sacrifício, sacrifício de louvor (Hb 13,15), sacrifício espiritual (1Pd 2,5), sacrifício puro e santo (Ml 1,11), santo sacrifício da missa, santíssimo sacramento, comunhão, santa missa (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1328-1330).
107. A Igreja denomina de transubstanciação a mudança de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo Nosso Senhor e de toda a substância do vinho na substância do seu Sangue (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1374-1376). O santíssimo sacramento da eucaristia contém verdadeiramente, realmente e substancialmente o Corpo e o Sangue, juntamente com a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, ou seja, Cristo todo.
“A eucaristia é a presença salvífica de Jesus na comunidade dos fiéis e seu alimento espiritual (…), é dom por excelência, porque dom dele mesmo, da sua pessoa na humanidade sagrada, e também de sua obra de salvação” (EE 9.11).
108. Pelo sacrifício eucarístico de seu Corpo e Sangue, o Senhor “perpetua pelos séculos, até que volte, o Sacrifício da Cruz, confiando assim à Igreja, sua dileta Esposa, o memorial de sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal, em que o Cristo nos é comunicado em alimento, o espírito é repleto de graça e nos é dado o penhor da futura glória” (Sacrosanctum Concilium, 47).
109. “O sacrifício eucarístico, memorial da morte e ressurreição do Senhor, em que se perpetua pelos séculos o sacrifício da cruz, é o ápice e a fonte de todo o culto e da vida cristã, por ele é significada e se realiza a unidade de todo o povo de Deus, e se completa a construção do corpo de Cristo (cân. 897). “Os demais sacramentos, como, aliás, todos os ministérios eclesiásticos e tarefas apostólicas, se ligam à sagrada eucaristia e a ela se ordenam, pois a santíssima eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja, a saber, o próprio Cristo, nossa páscoa e pão vivo, dando vida aos homens, através de sua carne vivificada e vivificante pelo Espírito Santo” (PO 5b; cân. 897).
110. Na eucaristia, Cristo une sua Igreja e todos os seus membros ao sacrifício de louvor e de ação de graças que, de uma vez por todas, ofereceu na cruz ao Pai; por este sacrifício, derrama sobre a Igreja as graças da salvação.
111. A eucaristia impele a participar na missão de Cristo: anunciar a boa nova da salvação, denunciar o pecado, estar a serviço do reino.
B. ORIENTAÇÕES PASTORAIS

Quem pode receber a eucaristia
112. A Igreja, em obediência à ordem de Jesus, recomenda vivamente aos fiéis que participem da Ceia do Senhor, memorial de sua morte e ressurreição. Devem os fiéis ser orientados e preparados para receberem o pão eucarístico toda vez que participam da celebração da eucaristia. Mas existe a obrigação de comungar pelo menos uma vez por ano, no tempo pascal (cf. cân. 920, §§1e 2).
113. Qualquer batizado, não proibido pelo direito, pode e deve ser admitido à Ceia do Senhor e participar da mesa da sagrada comunhão (cf. cân. 912).
114. Se alguém tem consciência de ter pecado mortalmente, não deve comungar sem antes receber a absolvição no sacramento da penitência (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1415; cf. cân. 916).
115. Não podem receber a eucaristia pessoas sob excomunhão, interdição e persistência em pecado grave manifesto (cf. cân. 915).
Eucaristia
116. Amasiados e divorciados que contraíram nova união não podem ser absolvidos e não podem receber a comunhão eucarística (Familiaris Consortio, 84; Reconciliatio et Paenitentia, 34; Catecismo da Igreja Católica, 1650).
117. Quem vai receber a eucaristia deve abster-se de alimentos e bebidas, exceto água e remédio, ao menos uma hora antes da comunhão (cf. cân. 919, §1).
I. Sacerdotes que celebram duas ou três missas no mesmo dia podem tomar alguma coisa antes da segunda ou terceira celebração, mesmo que não haja espaço de uma hora (cf. cân. 919, §2).
II. Pessoas idosas e enfermas e as que cuidam delas podem comungar, mesmo que tenham tomado alguma coisa na hora que antecede (cf. cân. 919, §3).
Administração da santíssima eucaristia a crianças
118. Para que recebam a santíssima eucaristia, as crianças devem ter suficiente conhecimento e cuidadosa preparação, de modo que possam compreender o mistério de Cristo, de acordo com sua capacidade, e receber o Corpo do Senhor com fé e devoção (cf. cân. 913, §1).
Contudo, em perigo de morte, pode-se dar a sagrada comunhão a crianças que saibam discernir o Corpo de Cristo do alimento comum e reverenciar a santíssima eucaristia (cf. cân. 913, §2).
119. Como regra geral, a eucaristia deve ser ministrada a crianças em torno dos nove anos de idade.
120. Antes de receberem a eucaristia, as crianças confessarão individualmente. Para que o primeiro contato com o confessor seja realizado em clima de confiança, o confessor deverá encontrar o tempo necessário para acolher e escutar cada criança. É recomendável que se faça uma celebração para dar ênfase a este momento de reconciliação, cujo sentido profundo se encontra na morte e ressurreição do Senhor (cf. Ritual da Penitência).
Preparação das crianças para a eucaristia
121. É responsabilidade do pároco evitar que recebam a eucaristia crianças que não estiverem devidamente preparadas e para isso dispostas (cf. cân. 914). Os párocos, enquanto educadores da fé (PO, 6), não descuidarão de uma atividade catequética bem estruturada e bem orientada (CT, 65). Cuidarão da escolha de catequistas preparados e de sua formação permanente.
122. Preparar as crianças para a vida eucarística é dever, também, dos pais ou responsáveis e da comunidade.
123. As crianças que se preparam para a eucaristia deverão receber também uma sólida formação para o sacramento da reconciliação.
Objetivos e metodologia
124. A catequese da eucaristia não tem finalidade apenas sacramental, mas visa a um processo contínuo na vida cristã. Por isso, ela deve focalizar a atenção das comunidades no processo catequético, e não só na recepção do sacramento, ou na “primeira eucaristia”. Mais do que preparar para a “primeira” eucaristia, esta catequese prepara para a vida eucarística, a fim de que, “reunidos pelo Espírito num só corpo, nos tornemos em Cristo um sacrifício vivo”, para o louvor da glória de Deus (Oração Eucarística IV).
125. A catequese da eucaristia destina-se a introduzir as crianças de modo orgânico no mistério da Páscoa, na ceia eucarística e na vida da Igreja, proporcionando-lhes uma preparação imediata para a celebração dos sacramentos (cf. CT 37). Para isto, deve: I. Utilizar as modernas orientações da pedagogia, nas quais a criança é sujeito do processo formativo.
II. Usar linguagem acessível às crianças.
III. Partir dos textos bíblicos, das celebrações litúrgicas e da vida da criança, segundo sua própria psicologia.
IV. Utilizar recursos didáticos apropriados para explicitar a fé, com destaque para a união entre fé, vida e celebração.
V. Apresentar Jesus Cristo como o “pão vivo, descido do céu”, Aquele que mata a fome do sentido da vida.
VI. Mostrar o sentido e a dimensão vital dos sacramentos, especialmente da Eucaristia.
VII. Comunicar às crianças a alegria de serem testemunhas de Cristo no meio em que vivem (cf. CT 37).
VIII. Introduzir as crianças na preparação e na participação das liturgias da comunidade.
IX. Despertar atividades que motivem a inserção na vida da Igreja.
X. Estimular o gosto pela oração individual e comunitária.
Tempo e local da preparação
126. A catequese de preparação das crianças à eucaristia terá, em princípio, a duração de dois anos. Cada diocese, no entanto, segundo seu critério, poderá realizá-la em um tempo menor.
Insista-se na catequese de perseverança.
127. A preparação deverá ser feita, como regra geral, na paróquia ou comunidade em que os pais participam. Poderá realizar-se em colégios e centros comunitários, desde que esta preparação seja reconhecida pelo bispo diocesano e atenda às orientações da diocese, quanto ao tempo de duração e ao conteúdo, em comunhão com a paróquia local, que fará o devido registro.
Conteúdo mínimo
128. Os temas a seguir formam o conteúdo mínimo da catequese para a eucaristia:
I. A Bíblia é a Palavra de Deus.
a) Celebração da entrega da Bíblia às crianças.
b) Orientações sobre a Bíblia.
II. Antigo Testamento: Alianças
a) Abraão: pai de um povo que tem fé / Isaac/ Esaú/Jacó.
b) Noé: prefiguração da salvação pelo batismo.
c) Moisés: o povo de Deus peregrino; Êxodo: o alimento do céu (maná), a aliança.
d) Mandamentos: caminho para buscar a felicidade.
III. Novo Testamento: a Nova Aliança em Jesus Cristo a) Encarnação do Verbo de Deus.
b) A mãe de Jesus.
c) A infância de Jesus.
d) O batismo: início da missão de Jesus.
e) Jesus forma um grupo: os Apóstolos.
f) Jesus nos ensina a repartir (Mt 14, 13-21 e Jo 6).
g) As parábolas: Jesus fala do reino de Deus; o bom samaritano – prova de amor.
h) Morte e ressurreição de Jesus (Ele desagradou a sociedade de seu tempo).
IV. A Ceia Pascal e Santa Missa
a) A Ceia Pascal do Antigo Testamento.
b) Instituição da eucaristia (Mt 26, 26-29 e Lc 22, 7-23).
c) A Santa Missa: mesa da palavra e mesa eucarística.
d) Os tempos litúrgicos: Advento, Natal, Quaresma, Páscoa e Tempo Comum.
V. O Mistério da Igreja
a) A Santíssima Trindade.
b) A Igreja é o povo de Deus.
c) A identidade missionária da Igreja.
d) Visão geral sobre os sacramentos.
VI. Oração Pessoal e Comunitária
a) As principais orações da Igreja.
b) Participação nas liturgias dominicais.
c) Preparação e execução de momentos litúrgicos com os catequizandos.
VII. A reconciliação com Deus e os irmãos.
a) Jesus, amigo dos pecadores (Mateus 11,19); o filho pródigo (Lc 15,11-32); Zaqueu (Lc 19,1-10); a pecadora (Mt 26,6-13).
b) Reconciliação com a comunidade (Mt 5,23-24 e 18,15-22).
c) Passos para a reconciliação sacramental: exame de consciência, arrependimento, acusação dos pecados ao sacerdote, propósito, penitência e absolvição.
A celebração da Primeira Eucaristia
129. A primeira eucaristia será celebrada com simplicidade. É recomendável:
I. o uso de vestes simples, dignas e decentes, que respeitem a dignidade do sacramento, evitando gastos inúteis e desigualdade entre os comungantes;
II. que a paróquia adote para a cerimônia um traje padronizado, ao alcance de todos.
130. Os pais participem da preparação e da celebração, conforme a programação da paróquia.
131. Compete ao pároco e à equipe de catequese, com bom senso e caridade pastoral, apresentar soluções para as dificuldades de crianças cujos pais estejam em situação irregular ou que não freqüentem a Igreja.
Catequese de perseverança
132. Após a recepção da primeira eucaristia, as crianças continuem a catequese em grupos de perseverança, participem da vida litúrgica e das atividades paroquiais.
Preparação dos adultos para a primeira Eucaristia
133. É dever da comunidade abrir espaço à formação específica para a primeira eucaristia de adultos, de acordo com as condições e possibilidades de cada um.
134. É louvável seguir o ano litúrgico na preparação dos adultos para receberem a eucaristia, conforme o Ritual de Iniciação Cristã de Adultos – RICA).
135. Os adultos que se preparam para a primeira eucaristia devem participar da comunidade e receber uma catequese própria, de tal modo que possam:
I. perceber o chamado de Deus na realidade e, assim, fazer a ligação entre fé e vida;
II. “recordar o acontecimento supremo de toda a história da salvação, com o qual os fiéis se unem pela fé, isto é, a Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo (Diretório Catequético Geral, 44);
III. “entender como o mistério salvífico de Cristo, através do Espírito Santo e do ministério da Igreja, atua hoje e em todos os tempos, levando-os a reconhecer seus deveres para com Deus, consigo mesmos e com o próximo” (Diretório Catequético Geral, 44);
IV. “dispor os corações para a esperança na vida futura (…) que permite julgar corretamente os valores humanos e terrenos, reduzindo-os às suas justas proporções, sem contudo desprezá-los como inúteis” (Diretório Catequético Geral, 44);
V. compreender que são convidados a participar com toda a humanidade na construção de uma sociedade humana melhor (Diretório Catequético Geral, 29; GS 39,40-43);
VI. ter “uma participação ativa, consciente, autêntica na liturgia da Igreja” e ser educados “para a oração, a ação de graças, a penitência, o sentido comunitário, uma compreensão adequada dos símbolos…” (Diretório Catequético Geral, 25).
Orientações Litúrgicas para a Celebração da Eucaristia
136. “O sacrifício de Cristo e o sacrifício da eucaristia são um único sacrifício. A missa torna presente o sacrifício da cruz; não é mais um, nem o multiplica. O que se repete é a celebração memorial, de modo que o único e definitivo sacrifício redentor de Cristo se atualiza incessantemente no tempo” (EE 12).
137. O povo cristão tem direito à celebração da eucaristia no domingo, Dia da Ressurreição, Dia do Senhor, como também nas festas de preceito e, quanto possível, diariamente.
138. Por falta de ministro ordenado ou por outra grave causa, se a participação na celebração eucarística se tornar impossível, o povo cristão tem o direito de que o bispo providencie, segundo as possibilidades, para que haja uma celebração da palavra para tal comunidade no domingo (cf. IRS 164-165).
139. “Sendo a paróquia uma ‘comunidade eucarística’, é normal que se juntem, nas missas dominicais, os grupos, os movimentos, as associações, e as comunidades menores que a integram. É por isso que aos domingos, dia da assembléia, não se deve favorecer as missas de pequenos grupos” (DD 36).
LITURGIA DA EUCARISTIA
Ritos iniciais
140. A comunidade seja instruída para saber que constitui o corpo místico de Cristo, a Igreja, desde o momento em que se reúne no espaço celebrativo. Para tanto, seja criada uma atitude comunitária de oração.
Liturgia da palavra
141. Na liturgia da palavra, é Deus que fala a seu povo, é Cristo que fala à sua Igreja. Por essa razão, “não é permitido omitir ou substituir por iniciativa própria as leituras bíblicas prescritas, nem o salmo responsorial” (IRS 62).
142. As leituras da palavra, do salmo responsorial e da aclamação do evangelho sejam feitas no ambão, diretamente do lecionário.
A homilia
143. Em circunstâncias particulares, poderão os fiéis leigos fazer a partilha da palavra, conforme orientações do Doc. 52 da CNBB, fora da missa, numa igreja ou capela. Isto se dará somente na falta de ministros sagrados ordenados e não se transformará, de caso absolutamente excepcional, em fato corriqueiro. A licença para isso, ad actum, compete ao ordinário do lugar e não aos sacerdotes ou diáconos (cf. IRS 161). Na missa dominical, nunca falte a homilia do presidente da celebração.
Liturgia eucarística
144. “Sejam utilizadas somente as orações eucarísticas encontradas no Missal Romano ou legitimamente aprovadas pela Sé Apostólica, segundo os modos e os termos por ela definidos” (IRS 51).
145. A oração eucarística é uma grande oração de louvor ao Pai, por Cristo, com Cristo e em Cristo. Por isso, a consagração não pode ser interrompida por cantos de adoração, procissões com o Santíssimo, nem seguida de qualquer canto que não seja a resposta ao: “Eis o mistério da fé.” Sejam utilizadas apenas as respostas previstas no missal (cf. CNBB, Doc. 53 – Orientações para a RCC).
O Pai Nosso
146. A oração do Pai Nosso, se cantada, não deve ser substituída por outros textos, mas feita no original. O mesmo se diga do Glória, do Santo e do Cordeiro de Deus.
A comunhão sob as duas espécies
147. A distribuição da comunhão sob as duas espécies exige um cuidado especial, conforme as circunstâncias locais. Para este assunto, seguir as orientações do Diretório Litúrgico da CNBB e da Instrução Geral sobre o Missal Romano.
Distribuição da comunhão aos fiéis
148. Quanto à comunhão, “é preferível que os fiéis possam recebê-la com hóstias consagradas na mesma missa” (cf. IRS 89).
149. “O fiel leigo, que já recebeu a santíssima eucaristia, pode recebê-la novamente no mesmo dia, somente na celebração eucarística em que participa” (IRS 95), salvo prescrição do cân. 921, §2.
150. Dar especial atenção para que o comungante coma a hóstia diante do ministro, de tal modo que ninguém se afaste levando na mão as espécies eucarísticas. A comunhão do Corpo do Senhor é alimento para a caminhada do povo peregrino, e não momento de adoração.
A purificação dos vasos sagrados
151. A purificação dos vasos sagrados deve ser feita logo após a distribuição da comunhão pelo sacerdote ou diácono. Se houver muitos vasos, poderá ser feita logo após a missa, com o auxílio do acólito (cf. IRS 119).
Avisos e comunicações
152. A oração depois da comunhão, que se segue ao silêncio, constitui propriamente a conclusão do rito de comunhão. Somente após sua recitação podem ser feitos os avisos e comunicações breves ao povo.
Livros litúrgicos
153. Na celebração da missa, sacramentos e sacramentais, utilizemse sempre os livros litúrgicos, que deverão estar atualizados: Missal Romano, Lecionário Dominical, Semanal e Santoral, Ritual de Exéquias, Ritual de Ordenações etc. Jamais usar folhetos ou livretos para presidir, o que empobrece e desvaloriza o sinal celebrativo.
O espaço sagrado
154. A missa deve ser celebrada num lugar sagrado, a não ser que a necessidade exija outra forma (IRS 108).
155. Sobre o altar para a eucaristia, estejam o missal, o cálice, a patena e as âmbulas. Permitem-se velas e flores naturais (que também podem estar dispostas ao lado, em pedestais); os dons e símbolos, trazidos no ofertório ou em outros momentos, não devem ser deixados sobre o altar, mas numa mesa à parte ou diante do altar, no chão.
Os vasos sagrados
156. Os cálices, âmbulas e patenas deverão ser prateados ou dourados, evitando-se o vidro, cristal ou barro, por sua fragilidade, porosidade ou pouco respeito. As galhetas, igualmente, sejam dignas do culto (cf. IRS 117).
Saudações e orações
157. O presidente da celebração deve dizer “O Senhor esteja convosco” e não “conosco”. Assim também na bênção final. Também o diácono, ao proclamar o Evangelho.
158. As orações da coleta, oferendas, pós-comunhão, a doxologia “Por Cristo, com Cristo…” e a oração pela paz são exclusivas do presidente e não do povo.
159. Avisos, convites, homenagens e testemunhos de vida, é preferível que sejam realizados fora da missa.
Língua
160. “A missa celebra-se em língua latina ou em outra língua, desde que se recorram a textos litúrgicos aprovados segundo a norma do direito” (cf. IRS 112). Para o bem dos fiéis, convém que a missa seja celebrada na língua vernácula.
161. “Quando a missa é concelebrada por mais sacerdotes, ao rezar a oração eucarística, usa-se a língua conhecida por todos os sacerdotes ou pelo povo reunido” (IRS 113).
Ministros extraordinários da sagrada comunhão
162. A denominação correta é ministro extraordinário da santa (sagrada) comunhão. Deve ser corrigido o uso das denominações: “ministro especial da santa comunhão” ou “ministro extraordinário da eucaristia” ou “ministro especial da eucaristia” (IRS 156).
163. São fiéis leigos, delegados pelo bispo diocesano, ad actum ou ad tempus (IRS, 155).
164. Não podem usar túnica, mas uma veste que expresse o serviço ministerial.
165. Condições para ser ministro extraordinário da santa comunhão:
I. dar testemunho de amor à Eucaristia;
II. ter recebido os sacramentos da iniciação cristã;
III. ser pessoa que constrói a comunhão na comunidade;
IV. ter disponibilidade para servir não apenas na celebração da missa, mas fora dela;
V. ser humilde e obediente às orientações da Igreja;
VI. se solteiro(a), que tenha um comportamento respeitoso e maturidade suficiente para assumir este serviço;
VII. ter, pelo menos, 25 anos completos.
Equipe de celebração
166. Haja sempre uma equipe de celebração, aberta à participação de um número maior e mais variável de pessoas, que vão se revezando na animação das missas. O presbítero participará o mais possível da preparação com esta equipe, orientando, incentivando e formando os fiéis.
167. Cabe ao animador ou comentarista motivar a assembléia e dispor os corações, de modo amável e sucinto.
168. Cabe à equipe, com suas idéias, presença e serviço, ajudar a assembléia a vivenciar o verdadeiro encontro comunitário com o Pai, por Cristo vivo, no Espírito Santo, manifestado nas orações e no canto, em gestos e posições do corpo, no ritmo, na dança e nos instrumentos musicais, para se chegar a uma celebração inculturada, significativa e mistagógica.
Música litúrgica e pastoral
169. Que as missas aos domingos sejam solenes e com cantos litúrgicos, para suscitar uma participação viva e frutuosa de todos, expressão da vida cotidiana, imersa no mistério de Cristo e da Igreja.
170. A música e o canto correspondam ao espírito do tempo litúrgico, da celebração litúrgica e ao momento da celebração, levando ainda em consideração a cultura e a realidade do povo que celebra, pois expressam, de modo eminente, a natureza própria da ação sacramental da Igreja.
171. Que se cantem hinos que atendam aos critérios da música litúrgica, e não porque pertencem a este ou àquele movimento.
172. As letras dos cantos tenham mais inspiração bíblica e menos sentimentos individuais, pois devem expressar a natureza comunitária da liturgia.
173. Seja dada preferência aos cantos que fazem parte do rito, juntamente com os cantos que acompanham o rito (cf. Estudos da CNBB, nº. 79, A música na liturgia, pp. 122 a 144).
174. Os cantos de entrada, preparação das oferendas e comunhão devem cessar assim que terminar o correspondente rito.
I. Deve-se priorizar, cantando sempre: o salmo responsorial, o aleluia, as aclamações das orações eucarísticas e o santo, pois fazem parte do rito.
II. O salmo responsorial não pode ser substituído por outro canto.
175. Cabe ao dirigente do canto ou ao comentarista, igualmente de modo breve, anunciar e convidar o povo a cantar.
176. No abraço da paz, cumprimentem-se somente os que estão ao lado e, se houver canto, que seja breve.
177. Durante a oração eucarística, as aclamações devem ser cantadas conforme os textos do Missal Romano. Não são permitidos outros cantos, mesmo de adoração ou de devoção de algum grupo.
178. O cantor sacro ou litúrgico está a serviço da liturgia da assembléia.
Por isso, não lhe basta cantar sozinho; é necessário envolver e levar a assembléia a participar, a cantar.
179. O cantor litúrgico e o coral exercem um ministério dentro da celebração. Ao entoarem os cantos devem ficar em local apropriado, que manifeste sua participação como assembléia, e onde possam exercer seu ministério.
180. Os corais não devem substituir o cantar do povo da assembléia; mas, sim, integrar-se, cantando junto ou intercalando os cantos com o povo, nos diversos momentos litúrgicos.
181. Os instrumentos e os cantos serão tanto mais litúrgicos e evangelizadores, quanto mais fiéis se mantiverem à natureza e ao sentido da função litúrgica, e na proporção em que auxiliarem a viver e a expressar o mistério que se celebra (cf. SC, 116).
A conservação da santíssima eucaristia e seu culto fora da missa
182. “Após a missa, as espécies sagradas sejam conservadas, sobretudo para que os fiéis, e de modo particular os doentes e os anciãos que não puderem estar presentes na missa, se unam, mediante a comunhão sacramental, a Cristo e ao seu sacrifício, imolado e oferecido na missa” (IRS 129).
183. Recomenda-se que o sacrário, na medida do possível, seja colocado numa capela separada da nave central da igreja, sobretudo naquelas igrejas onde há, com freqüência, casamentos ou funerais, ou naquelas que são freqüentadas por muita gente por causa dos tesouros artísticos e históricos.
Exposição do santíssimo sacramento
184. Não é permitido celebrar a missa diante do santíssimo sacramento exposto. Se a exposição do santíssimo sacramento se prolongar por um ou mais dias seguidos, ela deve ser interrompida durante a celebração da missa, a não ser que a celebração seja realizada numa capela separada do local da exposição.
185. No rito da exposição podem ser feitas leituras da Sagrada Escritura com uma homilia ou breves exortações. As respostas à palavra de Deus sejam cantadas. Será oportuno que haja momentos de silêncio, que favoreçam uma profunda oração pessoal. O Tantum ergo pode ser substituído por outro canto eucarístico. No final da exposição será dada a benção com o Santíssimo Sacramento.
As procissões eucarísticas
186. Quanto as procissões eucarísticas, “testemunhos públicos de fé e devoção a este sacramento”, compete ao ordinário do lugar julgar também a respeito de sua conveniência nas condições do mundo moderno” (IRS, 59).

fev 09

Confissão

Confissão
A. ASPECTOS TEOLÓGICOS
188. O sacramento da penitência ou reconciliação é essencial para a vida da Igreja. A santidade da Igreja, componente de sua sacramentalidade, depende, em grande parte, da prática adequada deste sacramento. A penitência restitui ao batizado a condição de nova criatura, perdida pelo pecado original. Seria ilusório querer alcançar a santidade, segundo a vocação que cada um recebeu de Deus, sem se aproximar com freqüência e fervor deste sacramento da conversão e da santificação (cf. João Paulo II, Discurso aos participantes do curso sobre “Foro íntimo”, em 27 de maio de 2004. L’Oss. Romano, ed. port., nº. 14, 03 de abril de 2004, p. 05).
189. O ministério do perdão, que Cristo exerceu como sacerdote, por sua encarnação (cf. Tomás de Aquino, S. Th. q. XXII, a. III, ad primum), ele quis que fosse continuado pela Igreja. Ele instituiu pessoalmente este sacramento quando, na tarde do domingo da ressurreição, disse: “Recebei o Espírito Santo; os pecados daqueles que perdoardes serão perdoados. Os pecados daqueles que não perdoardes não serão perdoados” (Jo 20,22-23).
190. Este sacramento não só concede a remissão dos pecados, como também leva a uma verdadeira ressurreição espiritual. Quem se confessa com o desejo de progredir não recebe apenas o perdão de Deus e a graça do Espírito Santo, mas também uma luz preciosa para o caminho de perfeição.
191. As diferentes denominações deste sacramento nos ajudam a entender seus sentidos diversos, mas complementares:
I. Sacramento da conversão: é um convite de Jesus à conversão e à volta ao Pai.
II. Sacramento da penitência: traz a exigência de um esforço pessoal e eclesial de conversão e de arrependimento.
III. Sacramento da confissão: a acusação dos pecados ou a confissão das faltas ao sacerdote é parte essencial deste sacramento.
IV. Sacramento do perdão: pela absolvição sacramental, Deus concede o perdão e a paz.
V. Sacramento da reconciliação: este sacramento confere ao pecador o amor de Deus que reconcilia: “Reconciliai-vos com Deus” (2Cor 5,20).
192. Para o bom proveito do sacramento da reconciliação, é importante fazer uma preparação pessoal ou comunitária, que inclua o exame de consciência. “A confissão individual e íntegra e a absolvição constituem o único modo ordinário, pelo qual o fiel, consciente de pecado grave, se reconcilia com Deus e com a Igreja” (cân. 960).
193. Elementos necessários para a confissão sacramental:
I. Arrependimento ou contrição: é chamado perfeito quando nasce do amor para com Deus. Se estiver fundado em outros motivos, será um arrependimento imperfeito.
II. Confissão dos pecados: para obter a reconciliação, é preciso declarar ao sacerdote todos os pecados graves não confessados. A Igreja recomenda, embora não seja essencial ao sacramento da penitência, a confissão das faltas veniais.
III. Absolvição dada pelo confessor: após o aconselhamento e a penitência.
IV. Satisfação ou penitência: é o cumprimento de certos atos reparadores do prejuízo causado pelo pecado e para restabelecer os hábitos próprios ao discípulo de Cristo.
194. O sacramento da penitência supõe um processo contínuo de conversão, de retorno à comunhão com Deus e com os irmãos.
Por isso, é também o sacramento da alegria pascal, de louvor e de ação de graças.
195. A fórmula da absolvição em uso na Igreja latina exprime os elementos essenciais do sacramento: Deus, Pai de misericórdia, que, pela morte e ressurreição de seu Filho, reconciliou o mundo consigo e enviou o Espírito Santo para remissão dos pecados, te conceda, pelo ministério da Igreja, o perdão e a paz. E eu te absolvo dos teus pecados, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. (Ritual Romano, Rito da Penitência, fórmula da absolvição).
B. ORIENTAÇÕES PASTORAIS
O ministério da confissão
196. Que nas paróquias e comunidades haja sempre a possibilidade regular de confissão.
197. Que os ministros do sacramento da reconciliação exerçam com bondade, sabedoria e coragem este ministério (cf. Discurso do Papa João Paulo II aos participantes do Curso sobre o Foro Íntimo. L’Os. Rom., ed. Portuguesa, no. 14, 03 de abril de 2004, p. 3).
Obrigação da confissão
198. Os pastores lembrem aos fiéis a obrigação da confissão sacramental, pelo menos uma vez por ano.
199. Antes da primeira eucaristia e da confirmação, faça-se a confissão sacramental individual (cf. IRS 87). Para o sacramento do matrimônio, os párocos motivem os noivos a aproximarem-se do sacramento da reconciliação.
Local da confissão
200. O lugar próprio, sem ser exclusivo, para ouvir confissões é a igreja ou oratório. Mas nada impede que este sacramento seja celebrado em outros lugares, quando há uma causa razoável (cf. cân. 964,1).
201. Haja um espaço apropriado, preparado para essa finalidade e de fácil acesso (salas ou capelas), de modo que os fiéis se sintam convidados à prática do sacramento da reconciliação, num clima de abertura e diálogo.
202. O lugar onde se celebra este sacramento, dentro da igreja, deve ser visível. Existe obrigatoriedade do confessionário tradicional com grade para uso dos confessores que o desejarem e do fiel que deseje se confessar sem revelar sua identidade. É um direito que deve ser respeitado.
Preparação para a confissão
203. Compete à Igreja oferecer aos fiéis a devida formação e as condições necessárias, para que possam celebrar este sacramento.
204. Na medida do possível, a confissão individual seja precedida de uma preparação comunitária.
205. Os pastores aproveitem os tempos fortes, como a Quaresma, a Páscoa, o Advento e o Natal, para uma adequada catequese e preparação deste sacramento, servindo-se, para isso, do Rito da Penitência.
206. Nas paróquias e comunidades, é louvável que se organizem celebrações penitenciais com o objetivo de refletir sobre o compromisso batismal à luz da Palavra de Deus e conscientizar os fiéis sobre a relevância do sacramento da reconciliação.
Confissão individual dos pecados
207. A confissão deve ser individual e íntegra, isto é, manifestar o número e as espécies de pecados e também suas circunstâncias, pois, embora o pecado tenha conseqüências comunitárias e sociais, ele é sempre pessoal e individual (cf. cân. 960).
I. A confissão sacramental é o meio ordinário para a absolvição dos pecados graves cometidos após o batismo, mas é também aconselhável a confissão dos pecados veniais.
II. “Apesar de não ser estritamente necessária, a confissão das faltas cotidianas (pecados veniais) é vivamente recomendada pela Igreja. Com efeito, a confissão regular dos nossos pecados nos ajuda a formar a consciência, a lutar contra nossas más tendências, a ver-nos curados por Cristo, a progredir na vida do espírito. Recebendo mais freqüentemente, através deste sacramento, o dom da misericórdia do Pai, somos levados a ser misericordiosos como ele” (Catecismo da Igreja Católica, 1458).
Atendimento aos fiéis
208. Sejam estabelecidos horários adequados aos fiéis:
I. nas igrejas, deve ser sempre afixado o horário para atendimento das confissões, o qual deve estar de acordo com as condições e o tempo disponível dos penitentes;
II. haja ampla divulgação dos horários para atender aqueles que desejam confessar-se durante a semana ou antes das celebrações, sobretudo no domingo.
209. Que seja possibilitada aos fiéis a confissão de seus pecados antes da celebração da Eucaristia e, se necessário, até mesmo durante a celebração.
210. Nos tempos fortes do ano litúrgico, é louvável que os párocos, vigários paroquiais e outros sacerdotes se organizem em “mutirões”, para atenderem as confissões nas comunidades.
Absolvição simultânea de vários fiéis
211. A absolvição simultânea de vários fiéis só é permitida em “caráter excepcional”, em caso de iminente perigo de morte, sem tempo para que um ou mais sacerdotes ouçam as confissões de cada penitente (cf. cân. 961, §1,1o).
212. No caso de absolvição simultânea, a absolvição é apenas antecipada, e a confissão é adiada para um momento possível.
213. Cabe ao bispo, em cada diocese, e não ao confessor, determinar os casos de necessidade grave e julgar sobre a existência das condições requeridas para a absolvição simultânea (cf. cân. 961, §2).
Absolvição dos excomungados
214. Quanto à absolvição do aborto, note-se que existe a excomunhão latae sententiae (cf. cân. 1398), que, na legislação atual, é reservada ao ordinário do lugar, que determinará as modalidades em sua diocese.
215. Quanto à absolvição de um católico que passou para uma Igreja separada da comunhão plena, note-se a excomunhão, conforme os cânones 1364 e 751, por ser heresia:
I. Caso tenha havido ato formal, isto é, uma adesão oficial àquela comunidade, esta excomunhão é também reservada ao ordinário do lugar.
II. Se este católico vier a confessar-se, poderá ser absolvido graças à faculdade outorgada aos confessores.
III. Para estes dois casos, os cânones 1348 e 1358, §2 pedem que sejam impostas as devidas penitências pela gravidade do ato.
216. Não podem ser absolvidos os amasiados e os divorciados casados em segundas núpcias, quando o primeiro casamento foi celebrado na Igreja sem ser declarado nulo. Estes também não podem receber a eucaristia (cf. Familiaris Consortio, nº. 84; Reconciliatio et Paenitentia, nº. 34; Catecismo da Igreja Católica, 1650)

fev 09

Batismo

Batismo
Datas
Conversas com a Pastoral do Batismo todas as quintas feira as 20:h
Documentos necessários
– Registro de nascimento da criança.
– Certidão de casamento do Religioso dos pais e dos padrinhos (caso não sejam casados procurar orientação com o Padre).

Quem pode ser Padrinho/Madrinha
– Quem tem consciência da missão que está abraçando;
– Quem quer ser luz e fermento em toda a vida da criança;
– Os Solteiros maiores de 16 anos, católicos;
– Os Casados na Igreja Católica (basta trazer a certidão de casamento no religioso);
– Queremos lembrar que ser padrinho ou madrinha não é um prêmio, mas sim um compromisso para toda vida.

Requisitos
– Ter fé no Sacramento do Batismo;
– Querer viver esta fé em Jesus Cristo, na comunidade e com os outros;
– Que seja fundada a esperança de que a criança será educada na fé católica pelos pais, padrinhos e comunidade;
– Crianças Maiores de 7 anos deverão fazer primeiro a Catequese.
– Pais e padrinhos deverão participar da preparação na sua Paróquia. Em nossa Paróquia, a preparação consiste de 2 encontros.

DO DIRETÓRIO DOS SACRAMENTOS DA ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO BATISMO

A. ASPECTOS TEOLÓGICOS

4. “Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura. Aquele que crer e for batizado será salvo; o que não crer será condenado” (Mc 16,15-16). Obedientes a este mandato do Senhor (Mt 28,19-20), os apóstolos batizavam os que acolhiam a Palavra (At 2,41; 8,12-38; 9,18; 10,48; 16,15.33; 18,8; 19,5). O batismo, em realidade ou ao
menos em desejo, é necessário para a salvação (cf. cân. 849).
5. Batismo (do grego, baptizein) quer dizer mergulhar. O mergulho nas águas batismais lembra o sepultamento do catecúmeno na morte de Cristo e seu nascimento como “nova criatura” (2Cor 5,17; Gl 6,15). O sacramento do batismo é também chamado “banho da regeneração e da renovação no Espírito Santo” (Tt 3,5).
6. O batizado renasce como filho de Deus e da Igreja (Gl 4,6), membro de Cristo (1Cor 6,15; 12,12-13) e templo do Espírito Santo (1Cor 3,16; 6,19), livre do pecado original e de todos os pecados pessoais.
7. O batismo imprime um caráter indelével da pertença a Cristo (cf. cân. 849), um sinal espiritual que nenhum pecado pode apagar. O
batismo é dado para sempre e não pode ser repetido (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1272).
8. Congregados em comunidade pelo batismo, os cristãos são instruídos na palavra de Deus, alimentados pela eucaristia e animados na prática da caridade e dos compromissos cristãos.
9. O batismo é o sacramento da resposta do ser humano à proposta de Deus, que inclui o compromisso de continuar a obra missionária de Jesus Cristo (Mt 28,19; At 5,42; LG 17). No batismo de criança, os pais e padrinhos dão, em seu nome, a resposta de fé e assumem o compromisso de educá-la na fé cristã.
10. O batismo torna o cristão sinal e instrumento de salvação no meio dos homens (1Pd 2,9; LG 9; GS 32.40). A vida divina que recebemos no batismo cresce e produz frutos quando assumimos o compromisso de seguir Jesus Cristo, no serviço, especialmente aos mais pobres, na abertura ao diálogo, na preocupação constante de anunciar a boa nova do reino de Deus e de testemunhar a todos a comunhão.

B. ORIENTAÇÕES PASTORAIS

Quem pode receber o batismo

11. Pode ser batizada toda pessoa ainda não batizada e somente ela (cf. cân. 864).

Batismo de crianças

12. A Igreja sempre batizou crianças e adultos. A prática de batizar crianças é atestada explicitamente desde o segundo século. Mas é bem possível que desde o início da pregação apostólica, quando “casas” inteiras receberam o batismo, também as crianças fossem batizadas (cf. At 10, 44-48).
13. Nascidas com uma natureza humana decaída e manchada pelo pecado original, as crianças precisam do novo nascimento no batismo, a fim de serem libertadas do poder das trevas e transferidas para o domínio da liberdade dos filhos de Deus.
14. Toda criança tem direito ao sacramento do batismo, independentemente da situação civil dos pais (solteiros, amasiados, separados ou divorciados), mediante o compromisso dos pais e padrinhos de assumirem a formação cristã da criança.
15. Filhos de pais que não têm a mesma religião, sendo um deles católico e o outro não, podem ser batizados mediante pedido do casal ou apenas da parte católica.
16. Uma criança não batizada, a partir dos sete anos, só pode ser aceita para o batismo após receber instrução sobre as principais verdades da fé, a pessoa de Jesus Cristo e o significado deste sacramento. O tempo da preparação depende da realidade de cada criança.
17. Os fetos abortivos, que estiverem vivos, sejam batizados enquanto possível (cân. 871).

Ministros do batismo
18. São ministros ordinários do batismo o bispo, o presbítero e o diácono. Em caso de necessidade pastoral, ministros extraordinários do batismo poderão ser designados pelo bispo local, sem substituir os ministros ordinários (cf. CNBB, Doc. 19, Batismo de crianças, nº.
197-202 e Doc. 62, Missão e ministério dos cristãos leigos e leigas).
19. Em perigo de morte, qualquer pessoa movida por reta intenção pode administrar este sacramento (cf. cân. 861,2).
20. Os párocos sejam solícitos para que os fiéis aprendam o modo certo de batizar (cf. cân. 861,2).

Os padrinhos
21. Cabe aos padrinhos, tanto quanto possível, acompanhar o batizando adulto na iniciação cristã e, junto com os pais, apresentar ao batismo o batizando criança (cf. cân. 872).
22. Habitualmente, a escolha recai sobre um padrinho e uma madrinha; podendo-se também admitir apenas um padrinho ou uma madrinha (cân. 873).
23. A escolha do padrinho ou madrinha deve ser feita pelos pais ou responsáveis pela criança.
I. Se for adulto, cabe ao batizando a escolha.
II. Em situações extraordinárias de falta de padrinho, o ministro do batismo pode também proceder à escolha.
24. O padrinho/madrinha não pode ser o pai nem a mãe do batizando.
25. Deve ser católico, fiel aos preceitos da Igreja e ter 16 anos completos ou maturidade suficiente, de acordo com o parecer do ministro ordinário.
26. Um católico, por motivo de parentesco ou amizade, pode servir de testemunha cristã de uma pessoa que vai ser batizada numa Igreja cristã não-católica, desde que a mesma não tenha sido batizada na Igreja Católica.
27. De forma semelhante, um cristão não-católico, ao lado de um padrinho católico, pode servir de testemunha cristã de uma criança que vai ser batizada na Igreja Católica.

Preparação dos pais e padrinhos
28. Os pais, ao pedirem o batismo para a criança, estão pedindo para ela também a fé, como aparece no rito de acolhida do batismo.
Em vista da responsabilidade que assumem, devem ser adequadamente preparados pela comunidade.
29. A preparação para o batismo seja feita de preferência na paróquia da qual participam os pais e os padrinhos, territorial ou de afinidade. A preparação se faz:
I. na comunidade, fora dos momentos de celebração, reunindo várias famílias e padrinhos das crianças que serão batizadas; ou
II. na casa do batizando, com a presença de membros da equipe da pastoral do batismo e do maior número possível de familiares e dos padrinhos futuros do batizando.

Objetivos da preparação
30. A preparação dos pais e padrinhos, momento privilegiado do anúncio de Jesus Cristo e de seu Evangelho, tem como objetivos:
I. anunciar e testemunhar a alegria de seguir Jesus Cristo;
II. transmitir o gosto de pertencer à Igreja Católica;
III. dialogar com eles sobre a missão da Igreja;
IV. despertar, acender, reanimar ou intensificar a fé;
V. ajudar os que desconhecem a comunidade a conhecê-la;
VI. procurar integrar as famílias na vida da comunidade;
VII. acolher e motivar as pessoas para a importância da fé na vida da família;.
VIII. acolher as esperanças e angústias dos pais e padrinhos;
IX. rezar com a família e padrinhos para agradecer o dom da vida da criança.

Como fazer a preparação dos pais e padrinhos
31. A critério do pároco, podem ser dispensados da preparação pais e padrinhos que habitualmente participam da vida litúrgica da comunidade, quem já tiver feito a preparação em outra oportunidade, ou que já fizeram outro tipo de aprofundamento da fé.
32. É conveniente diferenciar o conteúdo da preparação dos pais já iniciados na fé e integrados na vida da comunidade, daqueles que por diferentes razões, mas com boa vontade, apenas procuram a comunidade para o batismo de seus filhos.
33. A preparação não se resuma apenas a uma forma teórica (encontros, palestras, cursos…). É também importante rezar com os pais pelos filhos, criar um ambiente de “encontro com o Senhor” e anunciar o querigma em linguagem apropriada aos interlocutores.

Conteúdo mínimo
34. Considera-se conteúdo mínimo para a preparação:
I. o querigma;
II. doutrina e celebração do sacramento do batismo;
III. responsabilidade dos pais e dos padrinhos na educação cristã das crianças para as quais pedirem o batismo;
IV. a comunidade cristã como espaço de vivência da fé;
V. orações.

A equipe da pastoral do batismo
35. Que os membros da equipe conheçam a doutrina deste sacramento, tenham familiaridade com as Sagradas Escrituras e estejam informados sobre os trabalhos pastorais da comunidade.
36. O pároco cuide da formação permanente da equipe do batismo.
37. A equipe, animada pelo espírito missionário e misericordioso de Jesus Cristo, o Bom Pastor, deve estar preparada para:
I. acolher os pais e padrinhos;
II. dialogar com eles;
III. escutar com serenidade;
IV. colocar-se a serviço;
V. orar com a família e padrinhos.
38. É desejável que a equipe faça várias visitas às famílias, antes e depois do batismo, a fim de:
I. criar ou estreitar laços de amizade com a comunidade;
II. propiciar às famílias momentos de oração, reflexão da palavra e diálogo;
III. ajudar a família visitada a crescer na vida cristã e a melhorar o ambiente familiar;
IV. criar condições para que a graça do batismo possa se desenvolver (cf. CNBB, Batismo de crianças, 1980, nº. 155).
39. É desejável que haja uma periódica renovação dos membros da equipe.

Local e dia do batismo
40. O lugar próprio para se realizar o batismo é a igreja (cf. cân. 857, §1). O batismo deve ser realizado, de preferência, na igreja matriz da paróquia ou na comunidade em que os pais participam ou residem.
41. Em casos de grave necessidade (doenças graves ou contagiosas, perigo de morte da criança, etc…), o batismo deve ser celebrado o quanto antes onde quer que seja, devendo logo em seguida ser registrado no livro de batizados da paróquia.
I. Caso a criança supere o perigo e sobreviva, os pais devem apresentá-la à comunidade, para serem complementados os ritos e feitos os registros do batismo.
II. Se a criança vier a falecer sem batismo, deve-se confortar os pais, lembrando-lhes a bondade do Senhor “que quer que todos se salvem” (1Tm 2,4).
42. Atendendo às exigências da pastoral urbana, são dispensadas as licenças ou transferências para o batismo. Se a paróquia de outra diocese o exigir, o pároco esteja aberto para conceder a transferência.
43. O “dia do batismo” é, preferencialmente, o domingo, dia em que celebramos a Páscoa do Senhor.

A celebração do batismo
44. O batismo deve ser celebrado de forma solene.
45. É desejável que a família da criança e seus padrinhos sejam envolvidos na preparação da liturgia, escolha de textos bíblicos e cantos litúrgicos, elaboração de orações próprias etc.
46. A celebração pode incluir:
I. a procissão de entrada, tendo à frente o círio pascal, na qual a família da criança e os padrinhos conduzem o novo membro à família do Senhor;
II. um momento especial de “ação de graças” pelo dom da vida da criança, feita pela família da criança, perante a comunidade;
III. um momento de oferta da vida do batizando ao Senhor, por meio de uma oração especial ou de um momento de silêncio.
47. Após a celebração do batismo, pode-se fazer um ato de devoção a Nossa Senhora, conforme Ritual do batismo de crianças (no. 220) – a fim de atender o desejo de algumas famílias.

Registro e certidão do batismo
48. Insista-se para não batizar a criança antes de ser registrada no civil. Registre-se o batismo no livro de batizados, em conformidade com o registro civil.
49. Entregue-se aos pais uma certidão do batismo como forma de demonstrar que a criança pertence a uma comunidade cristã. Os pais guardem a certidão do batismo, porque facilitará a busca de sua cópia na paróquia, quando for necessário.

Batismo em outros ritos da Igreja Católica
50. São mutuamente reconhecidos os batizados nos diversos ritos existentes na Igreja Católica.
51. Os católicos de rito romano devem realizar o batismo no próprio rito.
Validade do batismo em outras Igrejas e Comunidades Eclesiais 52. “Sobre a validade do batismo em outras Igrejas e Comunidades Eclesiais, levando em conta os princípios estabelecidos pelo Diretório Ecumênico, assim como a prática das Igrejas atuantes no Brasil, podem ser dadas as seguintes orientações:
I. Diversas Igrejas batizam, sem dúvida, validamente; por essa razão, um cristão batizado numa delas não pode ser rebatizado, nem sequer sob condição. Essas Igrejas são:
a) Igrejas Orientais, que não estão em plena comunhão com a Igreja católico-romana, das quais, tanto as ‘pré-calcedonianas’ quanto as ‘ortodoxas’. Pelo menos seis dessas Igrejas encontram-se presentes no Brasil, com sacerdotes e templos próprios. Deve-se, porém, atender ao fato de que, entre nós, a palavra ‘ortodoxo’ não é garantia de pertença a este grupo, pois é usada também indevidamente por alguns grupos derivados da ICAB;
b) Igrejas vetero-católicas, das quais houve outrora algumas paróquias, mas atualmente parece que não existe, em nosso país, nenhum grupo organizado. Contudo, o adjetivo vetero-católico também é usado abusivamente por grupos destacados da ICAB.
c) Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e todas as igrejas que formam parte da Comunhão Anglicana;
d) Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e todas as Igrejas que se integram na Federação Luterana Mundial;
e) Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB);
f) Igreja Metodista e todas as Igrejas que pertencem ao Conselho Metodista Mundial.
II. Há diversas Igrejas nas quais, embora não se justifique nenhuma reserva quanto ao rito batismal prescrito, contudo, devido à concepção teológica que têm do batismo – p. ex., que o batismo não justifica e, por isso, não é tão necessário –, alguns de seus pastores, segundo parece, não manifestam sempre urgência em batizar seus fiéis ou em seguir exatamente o rito batismal prescrito: também nesses casos, quando há garantias de que a pessoa foi batizada segundo o rito prescrito por essas Igrejas, não se pode rebatizar, nem sob condição. Essas Igrejas são:
a) Igrejas presbiterianas;
b) Igrejas batistas;
c) Igrejas congregacionais;
d) Igrejas adventistas;
e) a maioria das Igrejas pentecostais;
f) Exército de Salvação. Este grupo não costuma batizar, mas, quando o faz, realiza-o de modo válido quanto ao rito.
III. Há Igrejas de cujo batismo se pode prudentemente duvidar e, por essa razão, requer-se, como norma geral, a administração de um novo batismo, sob condição. Essas Igrejas são:
a) Igrejas pentecostais que utilizam a fórmula ‘eu te batizo em nome do Senhor Jesus’, como a Igreja Pentecostal Unida do Brasil, ou a Congregação Cristã no Brasil (que a permite como alternativa à tradicional fórmula trinitária);
b) ‘Igrejas Brasileiras’, ou seja o conjunto de grupos (pelo menos, trinta diferentes) […]. Embora não se possa levantar nenhuma objeção quanto à matéria ou à forma empregadas por esses grupos, contudo, pode-se e deve-se duvidar da intenção de seus ministros.
IV. Com certeza, batizam invalidamente:
a) Mórmons: negam a divindade de Cristo, e introduzem um conjunto de crenças que conflitam por inteiro com a fé cristã;
b) Testemunhas de Jeová, que, mais do que um grupo cristão, deveriam ser consideradas como um grupo neo-judaico;
c) Ciência Cristã: o rito que pratica, sob o nome de batismo, possui matéria e forma certamente inválidas.
d) Certos grupos não propriamente cristãos, como a Umbanda, que praticam ritos denominados de ‘batismo’, mas que se afastam substancialmente da prática católica.”
(Guia Ecumênico, 2003, 3ª edição revista, ampliada e adaptada ao Código de Direito Canônico de 1983 e ao Diretório Ecumênico de 1993).*

Batismo de adultos
53. Os adultos serão admitidos ao batismo após catecumenato e vivência na comunidade paroquial. Devem manifestar sua vontade de receber o batismo, estar conscientes das obrigações cristãs que assumem, e ser admoestados para que se arrependam de seus pecados (cf. cân. 865, §1). É importante seguir as orientações do Ritual de Iniciação Cristã de Adultos – RICA.

Batismo
* Outras informações sobre a validade do Sacramento do Batismo para a Igreja Católica, consultar:
– Código de Direito Canônico, Edições Loyola, São Paulo, 1983, cân. 869;
– Diretório para aplicação dos princípios e normas sobre o batismo: § 92 a 101;
– Ecumenismo, 40 anos do Decreto Unitatis Redintegratio, 1964 – 2004. Edições Paulinas, São Paulo, 2004;
– Casa da Reconciliação (fone: 11-3884-1544).
54. O batismo seja conferido a um adulto não apenas em vista de outro sacramento, principalmente do matrimônio. Seja, antes, desejado por si mesmo, como porta de ingresso à fé e à comunidade cristã.
55. Em perigo de morte, o adulto pode ser batizado, desde que tenha algum conhecimento das principais verdades da fé, manifeste, de algum modo, sua intenção de receber o batismo e prometa observar os mandamentos da religião cristã (cf. cân. 865,2).

Preparação dos adultos para o batismo
56. A preparação do batismo dos adultos tem por finalidade levá-los à conversão e à maturidade da fé, bem como ao acolhimento do dom de Deus no batismo, na confirmação e na eucaristia. É louvável seguir o ano litúrgico na preparação cristã dos adultos, conforme o Ritual de Iniciação Cristã de Adultos – RICA.
57. Na acolhida para a catequese de adultos, considerem-se os que estão em união ilegítima, para melhor orientá-los quanto aos sacramentos que estarão aptos a receber, o batismo e a crisma.
58. Os catecúmenos devem ser iniciados nos mistérios da salvação e na prática de uma vida evangélica, e introduzidos, mediante ritos celebrados em épocas sucessivas, na vida da fé, da liturgia e da caridade do povo de Deus” (Catecismo da Igreja Católica, 1248).

fev 09

Horários

Horário secretaria: 8:00 as 20:00 segunda a Sexta feira

Missas:
Quarta feira as 20h
Sexta feira as 20h
Domingo: 7h, 9h,11h e 18h.
Todos os dias 28.

E-mail: paroquiasjudastadeu@gmail.com

Telefone: (11) 3975.2121/ 3991.8214

fev 09

História da Paroquia

Um breve histórico da Paróquia São Judas Tadeu…

Tudo começou na década de 60 quando os moradores católicos de Vila Miriam tinham que se deslocar para bairros vizinhos quando queriam ir à Igreja. Certa noite, um desses moradores, Sr. Ulisses Mendes dos Reis, teve um sonho. Nele havia uma capelinha, localizada na Vila Miriam, cujo padroeiro era São Judas Tadeu, santo de sua devoção. Com muita determinação, o sonho foi se tornando realidade por meio de quermesses, leilões, todos com arrecadações de prendas no bairro para construir a capelinha, inaugurada em dezembro de 1962 pelo vigário da Vila Zatt. No início, as celebrações eram realizadas eventualmente, pois não havia um vigário próprio. Isso levou as senhoras da comunidade a reivindicarem junto ao bispo, um vigário para a igreja de Vila Miriam.

Em 1969, após muita insistência, foi designado o Pe. Giovanne Rotta que ficava hospedado nas casas dos fiéis, pois ainda não havia casa paroquial. Após muito esforço, a comunidade conseguiu adquirir o terreno ao lado da capela e o restante do lote atrás dela, demolindo a capelinha e construindo a casa paroquial, com um salão embaixo, onde passaram a ser realizadas as celebrações.

Em fevereiro de 1972, a comunidade recebeu os padres Roberto Mayer e Francisco Reardon (Pe. Chico), oblatos de Maria Imaculada. O pequeno salão da casa paroquial já não comportava todo o povo que começava a fazer parte da comunidade e assim a luta pela construção da igreja, continuava. Promovia-se, mais uma vez, quermesses para angariar fundos. Oficialmente, a Paróquia São Judas Tadeu de Vila Miriam foi criada em 15 de junho de 1972, sendo a trecentésima trigésima quarta paróquia da Arquidiocese de São Paulo. Finalmente, em março de 1977, foi celebrada a missa da ressurreição pelos padres Chico e Miguel Pipolo, inaugurando assim, a nova igreja.

No período de 1977 até fevereiro de 1982, o Pe. Luís Carlos Tierney ocupou o cargo de pároco, contando com a colaboração dos padres Lui Logan e Peter Curram. Os oblatos entregaram a paróquia, assumindo-a o Pe. José do Coito Pita. Nessa época, aconteceu a 1ª Festa do padroeiro em outubro de 1982, (novena, celebrações, procissões e quermesse) contando com a participação maciça da comunidade e dos moradores do bairro. Desde então, essa programação é repetida todos os anos, com repercussão cada vez maior.

Em novembro de 1988 o Padre Pita foi transferido e foi nomeado o Padre Antônio Claro Leite que permaneceu até agosto de 1989, quando assumiu o Pe. Palmiro Carlos Paes. Com grande esforço e depois de muitas conversações, comprou-se o terreno ao lado da igreja localizado na esquina da Rua João Alves Pimenta e Rua Carlos Frias, para dar continuidade aos sonhos dos anos 60. Assim, com o apoio da comunidade, em 1995 conclui-se a ampliação da igreja que corresponde, atualmente, a nave central.

No início de 1997, assumiu a paróquia, o Pe. Reinaldo Torres. Em dezembro de 2005 tivemos a alegria de acolher o Diácono permanente Francisco Lopes da Silva, que serviria esta comunidade até janeiro de 2011. Padre Reinaldo permaneceu até fevereiro de 2006, quando assumiu o Pe. Marcos Antônio Câmara que deu continuidade aos diversos trabalhos pastorais e em junho de 2007 celebrou com os fiéis os 35 anos de criação da Paróquia.

Com a transferência do Padre Marcos, assumiu a paróquia, em fevereiro de 2009, o Pe. Pedro Ricardo Pieroni que permaneceu até fevereiro de 2012, mês em que nossa igreja foi solenemente dedicada. Hoje colhemos os frutos de tantos homens e mulheres que lutaram para que estivéssemos aqui. Sob o pastoreio do padre Jaime Izidoro de Sena, contamos com diversos grupos pastorais que atuam de maneira a transmitir aos cristãos a força do Espírito Santo e testemunhar Jesus Cristo no dia-a-dia.

José Sérgio Dias

out 28

Festa de São Judas Tadeu 28-Encerramento novena 2016

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