fev 24

Roteiro 1ºDomingo da Quaresma – 05-03

Projetar 05.03.2017

fev 24

Roteiro cinzas 1 Março

01.03.2017

fev 24

Roteiro 28 Fevereiro sjt

fev 09

8ºDTC

Projetar 26.02.2017

fev 09

Escala missa

fev 09

Informativo

fev 09

Crisma

Crisma

A. ASPECTOS TEOLÓGICOS
59. Os profetas anunciaram que o Espírito do Senhor repousaria sobre o Messias (cf. Is 11,2). No Novo Testamento, toda a vida de Jesus se realiza em comunhão total com o mesmo Espírito (Jo 3,34), em vista de sua missão salvífica (Lc 4,16-22; Is 61,1). A manifestação do Espírito Santo no batismo de Jesus foi sinal de sua messianidade e filiação divina (Mt 3,13-17; Jo 1,33-34).
60. O Senhor prometeu, várias vezes, enviar aos seus a efusão do Espírito Santo (Lc 12,12; Jo 3,5-8; 7, 37-39; 16,7-15; At 1,8). Ele cumpriu esta promessa na ressurreição (Jo 20,22) e, de modo admirável, no dia de Pentecostes (At 2,1-4). Os que acolheram a palavra e foram batizados receberam o dom do Espírito Santo (At 2,38).
61. “Desde então, os apóstolos, para cumprir a vontade de Cristo, comunicaram aos neófitos, pela imposição das mãos, o dom do Espírito Santo, que leva a graça do batismo à sua consumação (At 8,15-17; 19,5-6). (…) A imposição das mãos é com razão reconhecida pela tradição católica como a origem do sacramento da confirmação que perpetua, de certo modo, na Igreja, a graça de Pentecostes” (Paulo VI, Constituição Apostólica Divinae Consortium Naturae).
62. À imposição das mãos, a Igreja uniu a unção com o óleo, crisma. Esta unção completa a iniciação cristã, solidifica a graça batismal e é sinal de uma participação mais intensa na missão de Jesus e na plenitude do Espírito Santo. Pela confirmação, o Espírito Santo, presente no coração do batizado, é assumido como força para a missão de ser luz que faz resplandecer o próprio Cristo.
63. A confirmação imprime na alma o caráter, marca espiritual indelével que aperfeiçoa o sacerdócio comum dos fiéis, recebido no batismo, e confere a missão de testemunhar publicamente a fé. “Pelo sacramento da confirmação, os batizados são vinculados mais perfeitamente à Igreja, enriquecidos de especial força do Espírito Santo, e assim mais estritamente obrigados à fé que, como verdadeiras testemunhas de Cristo, devem difundir e defender tanto por palavras como por obras” (LG 11; cf. cân. 879; AA 3). Assim como o Espírito Santo, derramado em Pentecostes, consolidou a vocação missionária da Igreja, a força do mesmo Espírito, conferida na confirmação, impele o cristão a se tornar missionário, em vista da edificação da Igreja” (cf. 1Cor 14,12).
64. Pela confirmação, sacramento da maturidade cristã, o batizado assume, de forma consciente, sua fé e reafirma o compromisso de se tornar, pelo próprio esforço e pela graça de Deus, uma “nova criatura” (Gl 6,15; 2 Cor 5,17).
65. “A confirmação está de tal modo ligada à sagrada eucaristia que os fiéis, já marcados com o sinal do batismo e da confirmação, são inseridos plenamente no corpo de Cristo pela participação na eucaristia” (DCN 9). O crismando é declarado plenamente iniciado e adulto na fé, pronto para a missão e o apostolado, na Igreja e no mundo. 66. Os fiéis têm obrigação de receber a confirmação (cf. cân. 890); sem este sacramento e a eucaristia, o batismo é, sem dúvida, válido e eficaz, mas a iniciação cristã permanece inacabada.

B. ORIENTAÇÕES PASTORAIS
Quem pode receber a confirmação 67. Todo batizado ainda não crismado pode receber o sacramento da confirmação (cf. cân. 889, §1).
68. Exceto em perigo de morte, para que a pessoa possa receber licitamente a confirmação, havendo o uso da razão, é necessário estar convenientemente preparada, devidamente disposta e em condições de renovar as promessas do batismo (cf. cân. 889, §2).
69. Como regra geral, a idade mínima para receber o sacramento da confirmação é de 14 anos. A critério do pároco e com o consentimento prévio do bispo diocesano, também poderão ser confirmadas pessoas mais jovens.
70. Um candidato à confirmação deve professar a fé, estar em estado de graça, ter a intenção de receber este sacramento e estar preparado para ser discípulo e testemunha de Cristo, na comunidade eclesial e nas ocupações temporais (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1319).
71. O confirmando deve confessar-se individualmente antes de receber a confirmação. Aconselha-se aos pais e padrinhos participarem igualmente do sacramento da reconciliação, para que possam vivenciar plenamente os frutos deste sacramento.

O ministro da confirmação
72. O ministro ordinário da confirmação é o bispo (cf. cân. 882, LG 26 e Rito da Confirmação). A administração pelo bispo assinala que este sacramento une os que o recebem mais intimamente à Igreja, às suas origens apostólicas e à sua missão de testemunhar Jesus Cristo.
73. Somente por motivos graves, o bispo pode conceder a presbíteros a faculdade de administrar a confirmação (cân. 884, §2).
74. Em perigo de morte, todo presbítero pode dar a confirmação a um cristão (cân. 883, §3).

O padrinho (madrinha)
75. Não seja pai ou mãe do crismando (cf. cân. 893 e 874, §1, 5o).
76. Seja católico, confirmado, tenha recebido o santíssimo sacramento da eucaristia e oriente sua vida de acordo com a fé e o encargo que vai assumir (cân. 874, §1, 3o.).
77. É aconselhável que seja o mesmo do batismo, para manifestar a estreita ligação deste sacramento com a confirmação (cân. 893, §2).
78. Tenha dezesseis anos completos, a não ser que outra idade seja determinada pelo bispo diocesano (cân. 874, §1,2o).
79. Por motivos pastorais, é desaconselhável escolher como padrinhos o esposo(a), o namorado(a), noivo(a), pois a relação entre padrinho e afilhado exige orientação, cobrança e uma certa ascendência.
80. Uma pessoa de outra religião, cristã ou não, pode ser admitida como testemunha da confirmação ao lado de um padrinho católico.

Preparação dos candidatos à confirmação
81. Após a primeira eucaristia, o pré-adolescente e o adolescente deverão participar de encontros de perseverança e de atividades paroquiais específicas para sua idade, e assim dar continuidade ao seu processo de formação na fé.
82. Compete ao pároco, aos catequistas e ao Conselho de Pastoral Paroquial criar espaços de acolhimento aos adolescentes, motivar a formação de novos grupos de partilha da palavra e convivência, e propor atividades próprias para essa faixa etária.
83. A constituição de um novo grupo de crismandos seja feita com antecedência, aproveitando a ocasião para uma catequese comunitária que mostre aos fiéis o sentido, a grandeza e a necessidade deste sacramento, assim como seu valor para a vida cristã e apostólica da Igreja.

A equipe responsável
84. Haja uma equipe responsável pela preparação, constituída de jovens já crismados, de casais e do padre, devendo este, de preferência, ser o coordenador da equipe.
85. Sejam oferecidos aos padrinhos e aos pais dos crismandos não apenas a oportunidade de acompanhar a formação dos crismandos, mas também encontros e palestras sobre temas bíblicos, morais, doutrinários e litúrgicos.

Objetivos
86. A preparação terá como objetivos:
I. incentivar e aprofundar a opção por Cristo, caminho, verdade e vida;
II. despertar para a beleza da vocação cristã do ser humano diante dos desafios do mundo em que vivemos;
III. despertar para uma espiritualidade voltada para a abertura e a docilidade aos dons do Espírito Santo;
IV. ajudar a descobrir o que dizem os ritos da confirmação;
V. formar para o engajamento na comunidade e o testemunho cristão na sociedade;
VI. apresentar o querigma fundamental da fé, para levá-los a um profundo encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo na Igreja e, na medida do possível, ao empenho missionário. Para formá-los na fé, tome-se prioritariamente o roteiro doutrinário do Catecismo da Igreja Católica.
87. A preparação para o sacramento da Confirmação deve contemplar o estudo de aspectos da vocação humana e cristã, o conhecimento mais profundo de Jesus Cristo, da Igreja e sua missão, dos sacramentos, sobretudo do Batismo e da Crisma, e do papel do cristão crismando na comunidade.
88. A formação será acompanhada de formas concretas de ação apostólica. O pároco, os coordenadores e lideranças da comunidade não tenham receio de atribuir tarefas aos jovens, pois, desse modo, eles aprenderão a conhecer a comunidade, ser sensíveis à sua realidade e aos seus problemas, e descobrir seus valores para uma caminhada comum.
89. Quanto ao conteúdo e aos métodos de preparação, recomendamse as publicações da CNBB: Orientações para catequese da crisma (1991) e Fortalecidos no Espírito (1998).

Tempo de preparação
90. A preparação tenha a duração de pelo menos um ano, com encontros de evangelização e formação na fé, bem como a participação nas celebrações da comunidade.

Local e dia da confirmação
91. Recomenda-se que o sacramento da confirmação seja celebrado na igreja e dentro da missa; por causa justa e razoável, pode ser celebrado fora da missa e em outro lugar digno (cf. cân. 881).
92. Se a celebração não for realizada na paróquia de residência, é recomendável comunicar ao pároco territorial.

A celebração da confirmação
93. Sejam observados, na celebração da confirmação, o rito próprio e as normas do tempo litúrgico (advento, quaresma, tempo pascal e solenidades). O roteiro da celebração seja submetido à apreciação e aprovação do pároco.
94. No horário estabelecido, os crismandos e seus padrinhos poderão participar da procissão de entrada, com os coroinhas, ministros extraordinários da sagrada comunhão, concelebrantes e o bispo.
95. Na homilia, dentre outros aspectos, o bispo deverá enfatizar a importância da confirmação para a missão dos batizados e o necessário engajamento do crismando na vida da comunidade.
96. A renovação das promessas do batismo lembra a estreita ligação entre os dois sacramentos. Neste momento, aplica-se um dos dois modos no uso das velas:
I. dois crismandos, representando os demais, seguram o círio pascal aceso; ou
II. alguns crismandos acendem as velas no círio pascal e passam aos primeiros de cada banco.
97. Na unção com o óleo do crisma, se o número de crismandos for grande, a pedido do bispo, um presbítero poderá ajudá-lo.

Músicas
98. As músicas ou cantos devem ser litúrgicos, apropriados ao momento.

Trajes
99. Os confirmandos e padrinhos, na celebração da confirmação, apresentem-se com vestes simples, dignas e decentes, respeitando a dignidade do sacramento.

Fotos e filmagens
100. Organizem-se os fotógrafos de modo a não desviarem a atenção da celebração.

Homenagens
101. As homenagens aos catequistas e crismandos, e a entrega de certificados sejam feitos após a missa, de preferência no salão paroquial, a fim de salvaguardar o esplendor do próprio rito e não prolongar demasiadamente a cerimônia. Encenações sejam de acordo com o espírito da celebração.

Registro
102. Os nomes do ministro, dos crismandos, dos pais e padrinhos, bem como o dia e o local em que o sacramento foi realizado sejam registrados em livro próprio na paróquia ou cúria diocesana.

fev 09

Unção dos Enfermos

A. ASPECTOS TEOLÓGICOS

217. “Alguém dentre vós está doente? Mande chamar os presbíteros da Igreja para que orem sobre ele, ungindo-o com o óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o doente e o Senhor o porá de pé; se tiver cometido pecados, estes lhe serão perdoados” (Tg 5,14-15).
218. “O sacramento da unção dos enfermos tem por finalidade conferir uma graça especial ao cristão que está passando pelas dificuldades inerentes ao estado de enfermidade grave ou de velhice” (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1527).
219. “Pela sagrada unção dos enfermos e pela oração dos presbíteros, a Igreja toda entrega os doentes aos cuidados do Senhor sofredor e glorificado, para que os alivie e salve (cf. Tg 5,14-16). Exorta os mesmos a que livremente se associem à paixão e morte de Cristo (cf. Rm 8,17; Cl 1,24; 2Tm 2,11-12; 1Pd 4,13) e contribuam para o bem do povo de Deus” (LG 11b).
220. Este sacramento:
I. traz salvação e alívio na fraqueza física e espiritual;
II. une o doente à paixão de Cristo, para seu bem e de toda a Igreja;
III. confere o perdão dos pecados, se o doente não puder confessar.
221. Os fiéis devem pedir para si e para seus familiares, sem medo nem constrangimento, o conforto do sacramento da unção dos enfermos. Cuidem os pastores e os parentes dos enfermos para que estes sejam confortados em tempo oportuno com este sacramento, para que possam participar conscientemente da sua celebração, evitando quanto possível chamar o padre quando o doente já entrou em coma.

B. ORIENTAÇÕES PASTORAIS

Quem pode receber a unção dos enfermos
222. A unção dos enfermos pode ser administrada a todo batizado que tenha atingido o uso da razão e esteja em perigo de vida ou por motivo de doença grave e velhice (cf. cân. 1004).
223. Crianças gravemente doentes podem recebê-la, desde que tenham atingido o uso da razão e possam encontrar conforto neste sacramento.
224. A pessoas de idade pode ser conferida, quando suas forças se encontram sensivelmente debilitadas, mesmo que não se trate de enfermidade grave.
225. A doentes privados dos sentidos ou do uso da razão pode ser ministrada, quando se pode supor que a pediriam se estivessem em pleno gozo de suas faculdades, sendo reconhecida a suficiência de uma expressão interpretativa da intenção de receber este sacramento por um fiel que levou uma vida cristã exemplar.
226. Na dúvida, se o doente está em uso da razão, se existe perigo de morte ou se já está morto, deve ser administrado o sacramento (cf. cân. 1005).
227. Não se administra a unção dos enfermos quando há certeza da morte: o presbítero encomenda a Deus o falecido, mas não administra o sacramento, que é unção de doentes e não de “defuntos”.
228. Não se pode repetir a administração deste sacramento por devoção ou porque se apresenta a ocasião, como, por exemplo, cada semana, cada mês.
229. O sacramento da unção dos enfermos pode ser repetido em três circunstâncias somente:
I. quando aquele que o recebeu recuperou a saúde e tornou a adoecer com risco de morte;
II. durante a mesma doença, se houver um agravamento (cf. cân. 1004, §2);
III. em caso de doentes crônicos e idosos, é permitido repetir a unção, com freqüência não inferior a seis meses.

Ministro da unção dos enfermos
230. Só os bispos e sacerdotes podem conferir a unção dos enfermos (Tg 5,14-15). O diácono não pode administrar este sacramento (cf. cân. 1003) e tanto menos um leigo poderá ungir um doente.

231. Em perigo de morte e outra grave necessidade urgente, os presbíteros católicos administram licitamente o sacramento da unção dos enfermos a cristãos que não tenham plena comunhão com a Igreja Católica, quando não puderem procurar um ministro de sua confissão para pedi-lo espontaneamente, manifestem fé católica a respeito deste sacramento e estejam devidamente dispostos (cf. cân. 844, §3).

A celebração do sacramento
232. Normalmente, a unção é precedida por uma breve celebração da palavra. O núcleo do rito sacramental é a unção na fronte e nas mãos do doente, acompanhada da oração: Por esta santa unção e pela sua infinita misericórdia, o Senhor venha em teu auxilio com a graça do Espírito Santo, para que, liberto dos teus pecados, Ele te salve e, na sua bondade, alivie os teus sofrimentos.
233. O óleo usado deve ser bento pelo bispo: I. em caso de necessidade, o presbítero que administra o sacramento pode benzer o óleo, mas isto só no ato da celebração do sacramento (cf. cân. 999); II. o óleo bento deve ser usado exclusivamente na celebração do sacramento da unção dos doentes;

III. ninguém deve ungir doentes por mera devoção.
234. A unção dos enfermos pode ser celebrada dentro da missa, com a permissão do bispo local, e dentro ou fora da missa em grande concentração de fiéis, como acontece em celebrações para enfermos ou em lugares de peregrinação.
235. Para a administração comunitária do sacramento (cân. 1002) a um grande número de enfermos, em peregrinações, reunião de fiéis enfermos em hospitais ou asilos, paróquias ou associações de enfermos, haja uma adequada preparação e reta disposição dos enfermos que não estão necessariamente acamados.

Pastoral da saúde
236. Para cumprir diligentemente seu oficio de pastor, o pároco se esforce para conhecer os fiéis entregues aos seus cuidados. Ajude com exuberante caridade os pobres, os doentes, sobretudo os moribundos, confortando-os solicitamente com os sacramentos e recomendando suas almas a Deus (cf. cân. 529, §1).
237. Procurem os párocos organizar a pastoral da saúde para um zeloso atendimento aos doentes e idosos por meio de agentes idôneos, que possam assumir um trabalho pastoral sistemático e contínuo dos enfermos, nas casas, asilos e hospitais.
238. Os fiéis comuniquem ao pároco a existência de doentes e de pessoas idosas (parentes, amigos ou vizinhos), nos hospitais e nas casas, para que sejam assistidos e confortados religiosamente.
239. A pastoral da saúde é chamada a atuar em três dimensões (CNBB):
I. Dimensão solidária, na linha sacramental, pela qual os agentes se preocupam com as visitas domiciliares e hospitalares, acompanhando os doentes para que recebam os sacramentos da confissão, comunhão e unção dos enfermos.
II. Dimensão comunitária, na linha da prevenção de doenças e da promoção humana.
III. Dimensão político-institucional, na linha das pastorais sociais, pela qual os agentes são convocados a atuar nos conselhos gestores da saúde (UBSs, coordenadorias, hospitais, autarquias, conselhos municipais, estadual e nacional).
240. A pastoral da saúde esteja atenta às atividades propostas pela CNBB:
I. Dia Mundial dos Enfermos (11 de fevereiro)
II. Dia Mundial da Saúde (7 de abril)
III. Dia Nacional da Saúde (5 de agosto)
IV. Outras datas e comemorações ligadas aos agentes de saúde

fev 09

Matrimonio

O Catecismo da Igreja Católica, no nº 1534, nos ensina que o Matrimônio é um dos Sacramentos de Serviço e de Comunhão da Igreja. Isto porque, tendo os noivos já sido iniciados na fé Cristã e na vida da Igreja pelos Sacramentos do Batismo, Crisma e Eucaristia, agora, são enriquecidos com uma consagração específica para se tornarem um sinal do amor de Cristo e da Igreja.

O Matrimônio no Antigo Testamento

Duas importantes ideias aparecem no Antigo Testamento para se compreender o projeto de Deus sobre o Matrimonio e a sua elevação à Sacramento. A primeira, presente nos relatos da criação, é que Deus é o autor da aliança matrimonial, pois criou homem e mulher capazes de amar e de viver unidos (cf. Gn 2,24), dotando-os com uma bênção própria (cf. Gn 1,28). A segunda, presente na mensagem dos profetas Oséias, Jeremias, Ezequiel e Isaías, é aquela na qual a relação entre Deus e o povo de Israel é simbolizada pela relação entre esposo e esposa (cf. Os 2,4-25).

O Matrimonio no Novo Testamento

Os Evangelhos de Mateus e de Marcos apresentam Jesus tratando do Matrimônio quando os fariseus perguntam sobre a legitimidade do divórcio. Nestas passagens, Mt 19,2-9 e Mc 10,1-12, Jesus supera o pensamento de sua época e oferece sua compreensão sobre a unidade e a indissolubilidade matrimonial em conformidade com o plano de seu Pai.

A teologia paulina, presente em ICor 7 e Ef 5,21-33, revela o sentido sacramental do Matrimônio. Segundo São Paulo, ele é um “mistério”, no sentido que introduz os noivos batizados na participação da aliança de amor de Cristo com a Igreja e dela com Cristo. Esta aliança encontra sua visibilidade maior na entrega que o Senhor fez de sua vida na Cruz. Desta forma, os noivos participam do Mistério Pascal de Cristo amando e servindo um ao outro.

O Novo Testamento, ainda, apresenta, aprofundando a teologia profética vétero-testamentário, Jesus como o noivo que veio desposar sua Igreja (Mt 9,15; Mc 2,10-20; Lc 5,34-35; Jo 3,9). Este noivado-aliança ocorre na cruz e vai ser celebrado solenemente no fim dos tempos, nas núpcias do Cordeiro (Ap 19,7-9).

A Celebração do Sacramento

Diante do que a Sagrada Escritura propõe sobre o Matrimonio, a Igreja vai formular a celebração deste Sacramento. Destacamos alguns elementos importantes presente no rito: a leitura da Sagrada Escritura, fonte na qual os noivos descobrem as riquezas da vida matrimonial e familiar; o consentimento, onde os noivos, verdadeiros ministros deste Sacramento, se entregam no amor e na fidelidade; a bênção nupcial, onde o sacerdote, testemunha qualificada, faz memória do desígnio salvífico de Deus para o Matrimônio e intercede pelos noivos pedindo sobre eles a graça do Espírito Santo.

Para que um Matrimônio seja celebrado validamente se requer que um dos noivos seja católico e que a celebração seja assistida por uma testemunha qualificada (ministro ordenado) e duas outras testemunhas (comumente chamadas de padrinhos). Além disto, deve ser pronunciado o consentimento matrimonial de forma livre, manifestando o desejo de viver a fidelidade, a indissolubilidade e a abertura à fecundidade.

A Família
Segundo o CIC, no nº 2202, “um homem e uma mulher unidos em casamento formam com seus filhos uma família”. Esta é chamada de “Igreja doméstica”, pois pretende ser uma comunidade de esperança, de fé e de amor. Possui como modelo a própria vida de amor da Trindade e, por isso, deve procurar uma espiritualidade familiar, sustentada pela oração, pela leitura da Escritura Sagrada, pela partilha dos bens espirituais e materiais e pela atividade evangelizadora.
Dentro desta comunidade familiar, todos os seus membros possuem deveres e responsabilidades. O Catecismo lembra, em especial, dois deveres dos pais em relação aos filhos: a educação humana e cristã e o sustento das necessidades espirituais e matérias. Ele lembra também dois principais deveres dos filhos para com os pais: a obediência e o respeito aos pais e a responsabilidade que os filhos adultos têm com seus pais idosos.

Para aprofundar…
Para saber mais sobre o assunto, conferir os parágrafos 1601–1666 e 2201– 2333 do CIC; o Compêndio do Catecismo, perguntas 337–350 e 456–465; o Youcat, perguntas 260–271 e 368– 374; a Sacrosanctum Concilium, nº 77 e 78; e, a Gaudium et Spes, do nº 47 ao 52.

fev 09

Ordem

Ordem

A. ASPECTOS TEOLÓGICOS
242. São Paulo diz a seu discípulo Timóteo: “Eu te exorto a reavivar o dom de Deus que há em ti pela imposição das minhas mãos” (2Tm 1,6), e “se alguém aspira ao episcopado, boa obra deseja” (1Tm 3,1). A Tito diz ele: “Eu te deixei em Creta para cuidares da organização e ao mesmo tempo para que constituas presbíteros em cada cidade, cada qual devendo ser como te prescrevi” (Tt 1,5).
243. O sacerdócio ministerial difere essencialmente do sacerdócio comum dos fiéis porque confere um poder sagrado para o serviço junto ao povo de Deus, através do ensinamento (munus docendi), do culto divino (munus liturgicum) e do governo pastoral (munus regendi). (cf. Catecismo da Igreja Católica, nº. 1592).
244. Desde as origens, o ministério ordenado foi conferido e exercido em três graus: o do bispo, o dos presbíteros e o dos diáconos. Os ministérios conferidos pela ordenação são insubstituíveis na estrutura orgânica da Igreja.
245. “Sem o bispo, os presbíteros e os diáconos, não se pode falar de Igreja” (Catecismo da Igreja Católica, nº. 1593).

B. ORIENTAÇÕES PASTORAIS
246. Rezar pelas vocações; divulgar e apoiar mais amplamente novas vocações.
247. Proporcionar condições aos jovens pobres que querem ser padres.

Ordem
248. Incentivar as paróquias, comunidades e famílias, como lugares específicos para o despertar das vocações.
249. Criar, em cada paróquia ou comunidade, grupos vocacionais.
250. Apoiar a pastoral vocacional e o seminário diocesano, com orações e recursos financeiros.

Provisões
251. O presbítero religioso, para exercer qualquer ministério na diocese, deverá ser indicado pelo superior provincial ou seu delegado e provisionado pelo bispo (cf. cân. 523).
252. O presbítero religioso, antes de tomar posse, deve apresentar-se pessoalmente ao bispo local.
253. Os presbíteros diocesanos e religiosos tomarão posse na cerimônia presidida pelo bispo. Este pode delegar um presbítero para lhe dar posse (cf. cân. 527, §2).
254. Todo presbítero, com provisão ou uso de ordens na diocese, deve seguir as normas pastorais da Igreja Local.

Residência do pároco
255. O pároco tem obrigação de residir “na casa paroquial junto da igreja” (cf. cân. 533, §1). O bispo, por justas causas, pode permitir que resida fora da paróquia.

Ausência da paróquia
256. O pároco, a título de férias, pode ausentar-se da paróquia, no máximo por um mês contínuo ou intermitente. Aquele que se ausentar da paróquia por mais de sete dias deve avisar ao seu bispo, indicar o substituto e o lugar onde poderá ser encontrado (cf. cân. 533, §2).

Presbítero substituto
257. Na ausência de um pároco ou vigário paroquial, se for presbítero diocesano, caberá ao bispo indicar o substituto; se for religioso, ao superior provincial.

Dia de descanso e férias
258. Todo presbítero tem direito a um dia de descanso semanal e trinta dias de férias por ano, não contando o tempo de retiro (cf. cân. 533,2).

Presbítero pregador de retiro, de cursos, encontros etc.
259. O nome de presbíteros, religiosos/as ou leigos de outras dioceses, convidados para pregar retiros, dar cursos, promover encontros, deverá ser aprovado pelo bispo, antes do convite.

Neo-sacerdotes
260. Todo neo-sacerdote diocesano passe um ano ou algum tempo, a juízo do bispo, com outro presbítero para adquirir uma experiência de convivência espiritual, ajuda pastoral e administrativa, num relacionamento fraterno.

Presbítero com até cinco anos de vida ministerial
261. Para maior integração e vivência espiritual dos sacerdotes recém-ordenados e dos que estão nos primeiros anos de vida ministerial, serão promovidos encontros deles com o bispo.

Documento de identificação do presbítero
262. Todos os presbíteros que exercem seu ministério na diocese tenham seu documento de identificação presbiteral. Quando um presbítero vem de fora, para participar de uma celebração eucarística ou administrar um sacramento, apresente esse documento.

Mestrado e doutorado
263. O presbítero diocesano, segundo sua aptidão, poderá apresentar ao bispo o desejo de fazer mestrado ou doutorado, cabendo ao bispo, ouvido o conselho episcopal, discernir sobre as reais necessidades do momento e qual será a especialização. Ao retornar, coloque-se o presbítero à disposição da diocese, na área de sua especialização.

Ordem
Dia da instituição do sacerdócio

264. Todo presbítero na diocese deve participar da missa do santo crisma, para manifestar a comunhão do presbitério. No caso de ausência, deverá justificá-la por escrito ao bispo (Diretório para o ministério e a vida do presbítero, 1994, n.º 39).

Incardinação
265. Para um presbítero de outra diocese ou congregação religiosa se incardinar na diocese (cf. cân. 267-269), deverá ter experiência por um tempo razoável, a critério do bispo diocesano e ouvido o conselho de presbíteros, sendo diocesano; e de três anos, sendo religioso, obedecendo às seguintes etapas:
I. autorização do ordinário (bispo ou superior religioso) a quo;
II. carta do presbítero ao bispo, manifestando o desejo de trabalhar na diocese e de seguir as diretrizes pastorais e normas diocesanas;
III. carta confidencial do bispo ao ordinário a que, pedindo informações;
IV. acordo assinado entre o bispo e o ordinário a quo de que o sacerdote se comprometerá a observar as normas diocesanas e a regressar à sua diocese ou congregação, se não for aceito.
266. Passado o período, de acordo com o nº. 277, a incardinação não acontecerá ipso facto. Para a incardinação, o presbítero deverá fazer seu pedido por escrito ao ordinário a quo e ao bispo, obedecendo às seguintes etapas:
I. aprovação do bispo com uma entrevista pessoal;
II. aprovação do conselho presbiteral.
267. Sendo aprovado e tendo recebido a excardinação ou Rescrito da Congregação para os Religiosos, seja concedida a incardinação.

Retiro anual dos presbíteros diocesanos
268. Todo presbítero diocesano deverá participar do retiro anual do clero, que é obrigatório. Em caso excepcional, justifique por escrito seu propósito de fazer o retiro em outro lugar, indicando as razões, o tempo de duração e o pregador. O presbítero deve participar integralmente do retiro.
269. Todo presbítero provisionado ou com uso de ordens na diocese está subordinado ao plano de pastoral e às normas de administração da Igreja Local.

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